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Prémio de ensaio filosófico 2011

Estão abertas as candidaturas para a edição de 2011 do Prémio de Ensaio Filosófico da SPF. Este prémio é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Filosofia, que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e que tem como objectivo eleger o melhor ensaio, redigido em língua portuguesa e submetido anonimamente a concurso, sobre uma questão considerada relevante numa determinada área da investigação filosófica. Nesta edição, a área seleccionada é a Lógica Filosófica e a questão proposta é a seguinte: Se as afirmações sobre acontecimentos contingentes futuros forem agora verdadeiras ou falsas, pode o futuro permanecer ainda em aberto? O prémio terá um valor de 3.500 euros e o ensaio vencedor será depois publicado na Revista Portuguesa de Filosofia. O regulamento pode ser consultado no sítio da Sociedade Portuguesa de Filosofia (não suporta o browser Firefox). As candidaturas poderão ser apresentadas até ao dia 31 de Dezembro de 2011.

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O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

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