Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Thomas Nagel

O objectivo da metafísica é descobrir, nos termos mais gerais, como é realmente o mundo. Uma parte importante do projecto é determinar que tipos de coisas existem ou ocorrem independentemente das nossas respostas e crenças, e que tipos de coisas ou factos não têm existência independente das nossas respostas.

Nagel sobre Stroud sobre a metafísica

Vale a pena ler esta recensão de Thomas Nagel do último livro de Barry Stroud, Engagement and Metaphysical Dissatisfaction: Modality and Value (Oxford University Press, 2011). E também vale a pena ler regularmente o TLS.

Assim falou Searle

Vale a pena ouvir este podcast em que John Searle, no seu habitual modo -- muito directo e terra-a-terra -- fala dos seus interesses em filosofia.

Crianças e filosofia

Acabo de publicar o artigo "Ensinar Filosofia a Crianças", de Faustino Vaz, Ana Paula Cabeça e Carla Pereira.

Sete ideias à venda

Está já à venda no sitedo editor o meu livro Sete Ideias Filosóficas Que Toda a Gente Deveria Conhecer. Nas livrarias físicas e nas restantes livrarias online o livro deverá estar disponível dentro de dias.

A arte de argumentar

A Rulebook for Arguments, de Anthony Weston, é um dos livros que mais ajuda qualquer estudante que queira ganhar autonomia intelectual: que queira saber pensar por si mesmo. Ajuda a escrever com clareza, rigor e precisão; ajuda a argumentar correctamente; e em resultado disso ajuda também a ler activamente textos argumentativos, sejam de filosofia ou não. A edição portuguesa tem por título A Arte de Argumentar, efoi traduzida por mim; a brasileira tem por título A Construção do Argumento, e foi traduzida por Alexandre Feitosa Rosas.

A Hackett acaba de anunciar A Workbook for Arguments, de David R. Morrow e Anthony Weston. Este volume de 500 páginas contém o texto completo do livro original de Weston, mas é complementado com inúmeros textos e exemplos, que ilustram cada uma das regras simples do livro original. Pelo que já me foi dado ver, parece-me muitíssimo bom.

Kripke coligido

A Oxford University Press anuncia para este mês o primeiro volume de 512 páginas de Philosophical Troubles, que reúne vários artigos dispersos de Saul Kripke, e inclui alguns inéditos. Entretanto, John P. Burgess prepara um livro sobre Kripke, e disponibiliza já alguns excertos aqui.

Percepção e realidade

Acabo de ler Inverted World, de Christopher Priest, um autor britânico que desconhecia. Fiquei bem impressionado com o livro, que agarra desde o início. Trata-se de uma história sobre uma cidade móvel, que começa por estar escrita na primeira pessoa, mudando depois para o ponto de vista da terceira pessoa, e regressando à primeira pessoa. As mudanças de perspectiva são cruciais porque é precisamente sobre isso que trata o livro. A personagem, assim como todos os habitantes daquela cidade móvel, pensa que vive num planeta estranho, onde ocorrem fenómenos físicos que obrigam à deslocação contínua da cidade -- um planeta que não é esférico, como a Terra. Grande parte da atracção do livro resulta precisamente da descoberta progressiva que a personagem vai fazendo do seu planeta, e nós com ela. E depois, no final, temos uma grande surpresa, de que não vou falar para não estragar a história. Impressionou-me a sensibilidade da narrativa, que por vezes é comovente, outras vezes apenas estran…

De facto?

Acabo de publicar o meu artigo "A Importância dos Factos". E o que pensa o leitor?

7 ideias filosóficas

O meu novo livro, Sete Ideias Filosóficas que toda a gente deveria conhecer (Bizâncio), já tem capa, e deverá sair em breve. Um excerto do livro está aqui.

Williamson sobre a ciência

Gostaria de regressar ao artigo de Williamson no NYT sobre o naturalismo, que tem sido aqui objecto de uma interessante troca de argumentos. Não venho retomar essa discussão, mas simplesmente expor a minha surpresa com uma passagem do texto de Williamson sobre as teorias científicas. 
Diz ele, no segundo parágrafo, que as melhores teorias científicas actuais serão provavelmente substituídas por desenvolvimentos científicos futuros. Na verdade, esta é uma ideia muito comum, que só surpreende pelo facto de ser partilhada também por Williamson. 
Note-se que Williamson não diz que mesmo as melhores teorias científicas poderão vir a ser substituídas por outras no futuro. Isso é uma banalidade, que não há como contrariar. Não se trata, pois, de reconhecer a mera possibilidade de as teorias científicas actuais virem a ser descartadas no futuro; trata-se de afirmar que é provável isso acontecer com as melhores teorias actuais - ou seja, por maioria de razão, com todas as teorias. 
Mas o que just…

As ilusões do prémio Nobel

Vale a pena ler o artigo "What's Wrong With the Nobel Prize in Literature", de Tim Parks, para contrariar um pouco a mania de pensar que onde há muito dinheiro e instituições de peso há juízos ponderados e inevitavelmente sensatos. A importância que é comum atribuir ao prémio Nobel (não apenas da literatura) é exagerada; mas o pior é basear-se na ideia de que os prémios Nobel são sinais inequívocos de excelência, quando na verdade são apenas sinais das opiniões peculiares dos membros da Academia Sueca. O mais triste é a importância exagerada atribuída ao prémio Nobel exprimir a tolice humana do costume de fantasiar que há juízos infalíveis, feitos por autoridades anónimas que têm um acesso privilegiado à verdade e que por isso excluem a discussão pública.

Ciência e bruxaria

Acabo de publicar um dos capítulos do meu livro Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade (Quasi, 2006): "Ciência e Bruxaria".

Os melhores anjos da nossa natureza

O novo livro de Steven Pinker, The Better Angels of Our Nature: The Decline of Violence in History and Its Causes, era por mim aguardado com alguma expectativa, porque já tinha lido alguns excertos na Internet. Estou infelizmente ainda nas primeiríssimas páginas, mas para já estou muito bem impressionado.

Em contrapartida, John Gray faz aqui uma recensão que me parece delirante. O livro está cheio de dados empíricos que sustentam a tese de Pinker de que há hoje muitíssimo menos violência do que alguma vez houve desde que os seres humanos surgiram no planeta; mas esta ideia é incompatível com as ideias pessimistas de John Gray. O que faz este então? Ignora todos os dados e diz que Pinker está iludido, mas não apresenta um só argumento minimamente credível. Fiquei siderado com a recensão de Gray, pois é um pouco como ignorar os dados empíricos de que há 100 mil milhões de estrelas na nossa galáxia porque eu sempre defendi que só há vinte e três, sem qualquer sustentação empírica.

Em co…

Justiça em Portugal

Está já à venda em Portugal o livro Justiça, de Michael J. Sandel. O site do editor não menciona o nome do tradutor, infelizmente. O livro é das melhores coisas que se pode ler sobre ética e filosofia política. Altamente recomendado.

Oferta de livros

Acabo de publicar um excerto de Justiça: o que é fazer a coisa certa, de Michael J. Sandel, traduzido por Heloísa Matias e Maria Alice Máximo (Civilização Brasileira, 2011). Em colaboração com a editora, a Crítica tem três exemplares para oferecer exclusivamente aos leitores brasileiros. Basta escrever um pequeno comentário discutindo os casos do bonde desgovernado. Os autores das três melhores respostas serão depois contactados por mim e o editor enviar-lhes-á um exemplar do livro de Sandel. Só serão consideradas as respostas enviadas até dia 10 de Outubro de 2011.

Pensar de A a Z

Acabo de ter notícia do lançamento no Brasil do livro Pensamento Crítico de A a Z, de Nigel Warburton, traduzido por Eduardo Francisco Alves (José Olympio, 204 pp.). É um bom livro, esclarecedor e muito claro, que recomendo vivamente.

Mais leitores?

O número de leitores que passaram pela Crítica durante o mês de Setembro cresceu substancialmente relativamente ao mês de Agosto, de cerca de 67 mil para cerca de 85 mil leitores. Este número é inferior, contudo, ao número de leitores que passaram pela Crítica em Setembro de 2010: cerca de 94 mil.