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As ilusões do prémio Nobel

Vale a pena ler o artigo "What's Wrong With the Nobel Prize in Literature", de Tim Parks, para contrariar um pouco a mania de pensar que onde há muito dinheiro e instituições de peso há juízos ponderados e inevitavelmente sensatos. A importância que é comum atribuir ao prémio Nobel (não apenas da literatura) é exagerada; mas o pior é basear-se na ideia de que os prémios Nobel são sinais inequívocos de excelência, quando na verdade são apenas sinais das opiniões peculiares dos membros da Academia Sueca. O mais triste é a importância exagerada atribuída ao prémio Nobel exprimir a tolice humana do costume de fantasiar que há juízos infalíveis, feitos por autoridades anónimas que têm um acesso privilegiado à verdade e que por isso excluem a discussão pública.

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O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

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