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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2011

Frankfurt e o compatibilismo

Luiz Helvécio Marques Segundo argumenta aqui que Frankfurt não foi bem-sucedido na sua inovadora defesa do compatibilismo. E o que pensa o leitor?

Edmund Burke

Se uma investigação cuidadosa não nos conduzir por fim à descoberta da verdade, pode satisfazer um objectivo porventura igualmente útil, ao revelar-nos a fraqueza da nossa própria compreensão. Se não nos torna sapientes, pode tornar-nos modestos. Se não nos protege do erro, pelo menos pode proteger-nos do espírito do erro, e pode dissuadir-nos de fazer afirmações peremptórias ou apressadas, quando tanto trabalho pode acabar em tanta incerteza.

Filosofia em directo

O meu livro está já disponível nas livrarias: a edição de capa dura (5 euros, 4.50 euros com desconto) e capa mole (3.50 euros, 3.15 euros com desconto). Mais informação sobre o livro aqui.

Nietzsche e Clark Kent

Nietzsche é dos poucos filósofos que, como acontece com as estrelas de rock e de cinema, poderia dar-se ao luxo de ter clube de fans. As afirmações bombásticas e radicais, a impaciência para a argumentação cuidadosa e a loucura dão-lhe um ar de espectacularidade que, em grande parte, explicam a adesão quase incondicional e imediata de muitos que procuram sobretudo emoções fortes na filosofia. 
Esta relação quase emocional com a filosofia de Nietzsche costuma ter como consequência impedir que se estude cuidadosamente a sua obra e se avaliem criticamente as suas ideias, procurando distinguir o que é filosoficamente interessante do que o é menos. Em vez disso, a vulgata apologética e o lugar comum acrítico tornam-se moeda corrente. É o que, provavelmente, sucede com a tão badalada ideia nietzscheana do super-homem (Übermensch). O filósofo Brian Leiter, que é também um dos mais destacados estudiosos da obra de Nietzsche (daqueles que o estudam de forma crítica e desapaixonada), considera p…

A religião de Darwin

Acabo de publicar aqui a habitual crónica semanal, desta vez sobre Grandes Questões: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

O companheiro de Platão em português

Acabo de ter conhecimento da edição brasileira, pela mão da Artmed, do Companion to Plato, dir. Hugh H. Benson, originalmente publicado pela Wiley-Blackwell na série Blackwell Companions to Philosophy. A obra reúne 29 artigos originais sobre Platão, de vários autores, dos quais se destacam Christopher Shields, A. A. Long (que por lapso surge apenas como A. Long!), Nicholas White, C. D. C. Reeve, Michael J. White, David Sedley, Charles Kahn, Gareth B. Matthews e Mary Margaret McCabe: a fina-flor dos especialistas em Platão. O livro está dividido em seis partes. A primeira, com quatro artigos, trata do método platónico e da forma do diálogo. A segunda, também com quatro artigos, trata da epistemologia platónica. A terceira é dedicada à metafísica de Platão e conta com seis artigos. A quarta parte tem quatro artigos dedicados à psicologia de Platão, e a quinta cinco artigos sobre a ética, a política e a estética de Platão. Finalmente, a sexta e última parte tem apenas três artigos dedic…

Arthur Schopenhauer

Usar o anonimato para atacar pessoas que não escreveram anonimamente é evidentemente desonroso. Um crítico anônimo é um sujeito que não quer assumir o que diz ou o que deixa de dizer ao mundo acerca dos outros e de seus trabalhos, por isso não assina. (A Arte de Escrever, L&PM Editores, p.75)

Epicuro

Um homem não pode livrar-se do seu medo relativo às coisas mais importantes se não souber qual é a natureza do universo, suspeitando antes que uma história mítica é verdadeira. De modo que sem ciência natural não é possível alcançar na perfeição os nossos prazeres.

John Perry

Mesmo que um feto seja uma pessoa, mesmo que matá-lo seja um homicídio, pode ser algo que uma mulher tem o direito de fazer. O homicídio pode ser justificado em autodefesa, ou na guerra, e talvez se justifique quando uma pessoa passou a residir dentro de si.

Destruir arte

Haverá algo de errado em destruir obras de arte? Aires Almeida argumenta aqui que nem sempre, mas o leitor concorda?

Morreu Matthew Lipman

O norte-americano fundador da filosofia para crianças, Matthew Lipman, morreu no passado dia 26.