30 de abril de 2011

Submissões

No que respeita aos meses de Fevereiro a Abril, foram submetidos dezoito artigos, dos quais cinco foram aceites, estando cinco ainda por analisar, tendo sido rejeitados os restantes oito.

Thomas Adès

Acabo de publicar aqui uma recensão de João Rizek do CD Tevot & Violin Concerto, de Thomas Adès.

27 de abril de 2011

A liberdade é decepcionante?

Acabaram de passar 37 anos sobre a revolução do 25 de Abril em Portugal. Perante a actual crise e as dificuldades por que muitas pessoas estão a passar, há cada vez mais vozes a lamentar que a revolução ficou por cumprir e que tudo continua na mesma: as desigualdades sociais são enormes e não foram eliminadas as injustiças. Acho que tais lamentos assentam num enorme equívoco sobre o que a revolução nos trouxe de realmente valioso.

Independentemente das intenções dos militares que encabeçaram a revolução, o que ela nos trouxe de realmente valioso foi a liberdade política, que consistiu na substituição da ditadura por um regime democrático. Rawls defende que a liberdade é um dos princípios de qualquer sociedade justa, tendo mesmo prioridade sobre quaisquer outros (que, na opinião de Rawls, são o princípio da oportunidade justa e o princípio da diferença). A liberdade traduz-se no direito de voto, no direito de concorrer a cargos públicos, na liberdade de opinião, de expressão e de reunião, além das liberdades da pessoa, como a proibição de prender arbitrariamente alguém.

Significa isto que, garantida a liberdade política e as liberdades da pessoa, uma sociedade se torna necessariamente justa? Algumas das vozes que se lamentam por o 25 de Abril não se ter cumprido, acreditam ingenuamente que sim. Pensam, equivocamente, que a liberdade política é uma condição suficiente, em vez de necessária, para uma sociedade justa. E, dado que a nossa sociedade padece de injustiças clamorosas, concluem que não há realmente liberdade política. Este erro não passa, pois, de uma confusão entre condições necessárias e suficientes para a justiça social. 

A liberdade política conquistada no 25 de Abril é uma condição necessária, mas não suficiente, para uma sociedade justa. Sem tal conquista, a nossa sociedade não poderia ser justa; mas ,com ela, a justiça social não fica garantida. A justiça social depende também do que queremos fazer com a liberdade que o 25 de Abril nos ofereceu. Se temos medo dela ou se não sabemos bem o que fazer com ela é outro problema. É um defeito que não deve ser apontado à revolução e que nenhuma revolução pode resolver. Assim, o que o 25 de Abril nos trouxe de importante e duradouro foi criar condições necessárias à justiça social. Mas para chegar a uma sociedade justa, temos de fazer bastante mais. Se o não fizermos, não é porque o 25 de Abril não tenha sido totalmente cumprido.

Claro que também há aqueles que dizem que Abril não foi cumprido porque encaram a revolução de Abril não como a conquista das condições necessárias para a construção de uma sociedade justa, mas antes como uma proposta ou programa completo e fechado para a instauração de tal sociedade. Esses sim, têm razão de queixa. Para eles, a liberdade foi decepcionante.

Contra os mundos possíveis

No SPF da UFOP de amanhã apresentarei a comunicação "Contra os Mundos Possíveis".

20 de abril de 2011

Gareth B. Matthews (1929-2011)

O filósofo Gareth B. Matthews faleceu no passado dia 17, segundo notícia o site da sua Universidade, de Massachussets. Fica conhecido entre nós sobretudo pela tradução de Santo Agostinho, em 2008, edições 70, um ensaio de introdução e exploração dos principais tópicos da filosofia do santo medieval, escrito de forma invulgarmente clara. 

18 de abril de 2011

A justificação de Goldman

Acabo de publicar o clássico moderno de Alvin I. Goldman, "O Que é a Crença Justificada?", traduzido por Luiz Helvécio Marques Segundo, Sérgio R. N. Miranda e por mim.

17 de abril de 2011

É preciso sensibilizar?

Na crónica desta semana, Aires Almeida opõe-se à recente mania de Sensibilizar as pessoas, em vez de as esclarecer ou discutir ideias. E o que pensa o leitor?

15 de abril de 2011

Inteligência artificial

Acaba de sair o livro Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais, de Porfírio Silva (Âncora Edições). Trata-se do resultado do trabalho de um filósofo entre engenheiros, como refere o autor.

Não estamos, pois, a falar das formas correntes de usar máquinas como instrumentos. Que usemos o computador para processar texto ou para ajudar na contabilidade doméstica; que haja robôs em linhas de montagem automóvel – são situações representativas de um (hoje já) velho convívio com as máquinas. Reconhecemos que essa presença das máquinas entre nós há muito vem levantando questões sociais complexas. O que estamos a propor, contudo, é que podemos estar a passar para um patamar diferente, que se realizará quando passarmos a olhar seriamente para as máquinas como agentes. Não apenas como ferramentas, mas como sujeitos de acção, com os quais podemos cooperar ou competir, que possamos eventualmente encarar como se tivessem intenções próprias. E se chegarmos ao ponto de, em certas situações, já não sermos sempre capazes de distinguir entre acções de genuína responsabilidade humana e acções de “responsabilidade” da máquina? Esse é o horizonte daquilo a que chamamos “sociedades artificiais”.

13 de abril de 2011

Uma exceção à regra

Quando ouço alguém mencionar com gosto as profundezas filosóficas da literatura eu já espero pelo pior: romances que centram toda a relevância do mundo em mesquinharias subjetivas, contos acerca das angústias de pessoas mal resolvidas e poemas com expressões pomposas que só contêm banalidades ou falsidades evidentes. Uma exceção à regra é Simplicidades insolúveis - 39 histórias filosóficas de Roberto Casati e Achille Varzi. O livro é composto de pequenas histórias repletas de experimentos mentais, raciocínio intenso e sutilezas conceituais que demonstram a delicadeza da argumentação filosófica: suponha que façamos um livro que só contém desenhos para auxiliar os turistas. Se para compreender os desenhos precisamos interpretá-los qual é a utilidade de apenas utilizar desenhos em primeiro lugar? Este livro seria útil? E o que diria se alguém colocasse um cubo de granito diante de si e afirmasse que em seu interior há uma reprodução fiel do Davi de Michelangelo em escala reduzida. Seria correto dizer que é um Davi circundado por um estrato de granito? Ou só podemos dizer que seria um David se viesse a ganhar essa forma? E se uma empresa pretendesse cormecializar um ácido universal? Como fazer isso sem um invólucro universal? Deixo uma passagem do livro para o leitor:

A auto-referência se explica por si

Aqui estou. Peço desculpas pelo início um tanto brusco. Mas preciso dizer que estou muito feliz de ser o primeiro parágrafo deste diálogo.

Sorte sua. Eu não estou nem um pouco satisfeito de ser o segundo. O pior é que as coisas já estão assim, e não há nada que se possa fazer. Ficarei preso aqui para sempre!

O que você quer dizer?

É inútil fazer perguntas a ele: o tempo dele já se esgotou, e você não obterá nenhuma resposta. Na melhor das hipóteses, sou eu quem poderá responder a você. E lhe digo uma coisa: um texto não poderia ser diferente daquilo que é. Não poderia nem sequer ter uma palavra a mais ou uma vírgula a menos, porque nesse caso já seria um outro texto. E se alguém diz de si mesmo que é o primeiro parágrafo de um diálogo, então ele nunca poderia ser o segundo ou o terceiro, assim como um parágrafo que se diz segundo ou terceiro jamais poderia ser o primeiro. Eu, por exemplo, sou o quarto parágrafo deste diálogo e, como digo isso abertamente, não posso imaginar uma situação em que eu tomaria o seu lugar.

Quanto a mim, prefiro não ter esse vínculo. Não digo explicitamente em que parte do diálogo compareço, portanto, poderia perfeitamente comparecer em outro lugar.

Ótima idéia. Estou com você!

Desculpem, mas acho que vocês estão cometendo um erro. Na minha opinião, os parágrafos que apareceram antes de vocês também poderiam comparecer em outro ponto do diálogo. Por exemplo, o primeiro parágrafo poderia muito bem estar em segundo lugar.

11 de abril de 2011

Haack apaixonada

Um leitor da Crítica, Joedson Marcos Silva, chamou-me a atenção para esta notícia feliz: A Loyola acaba de publicar Manifesto de Uma Moderada Apaixonada: Ensaios Contra a Moda Irracionalista, de Susan Haack. Originalmente publicado em 1998, trata-se de uma colectânea de ensaios que têm como tema unificador o género de ideias supostamente pragmatistas na altura tornadas muito populares por Richard Rorty e outros pensadores ligados aos departamentos de literatura norte-americanos. Inclui um diálogo ficcional entre Rorty e os pragmatistas norte-americanos clássicos, construído por Haack com pedaços dos seus textos, no qual estes se opõem àquele, que contudo se dizia seu seguidor. Na Crítica podemos ler dela o artigo "À Espera de uma Resposta: O Processo Desordenado de Tactear a Verdade."

Prémio SPF 2010 atribuído a Luís Estevinha Rodrigues

Photo by froodmat
A edição de 2010 do Prémio SPF, promovido pela Sociedade Portuguesa de Filosofia com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, colocou a concurso uma questão no âmbito da epistemologia: Pode a percepção justificar as nossas crenças acerca da realidade?

O vencedor do prémio, no valor de 3500 €, foi Luís Estevinha Rodrigues (estudante de doutoramento em Filosofia da Universidade de Lisboa e professor do ensino secundário) autor de um ensaio que adoptou o enunciado da questão colocada como título.

No seu ensaio, Luís Estevinha Rodrigues defende que a percepção sensorial – e, em particular, a visão – origina crenças com conteúdo proposicional respeitante ao mundo exterior e, na maioria dos casos, embora não em todos, justifica da melhor maneira possível (com justificação epistémica ultima facie) essas crenças. A argumentação apresentada em defesa desta posição tem um pendor claramente pragmático, pois toma como premissa a existência de relações causais entre essas crenças perceptuais e as nossas acções, e usa a eficácia destas acções como prova não-derrotável da legitimidade da evidência perceptual que sustenta as ditas crenças. A condução de um automóvel ou a previsão da trajectória e velocidade da bola efectuada por um jogador de basebol são mencionadas como exemplos confirmadores dessa capacidade da percepção para recolher informação relevante e correcta acerca da realidade.

O júri do prémio SPF 2010 decidiu ainda atribuir uma menção honrosa a Tommaso Piazza (investigador auxiliar do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto) autor de um ensaio intitulado «Percepções e Razões».

O ensaio de Tommaso Piazza parte do pressuposto de que muitas das razões que temos para acreditar algo acerca da realidade são proporcionadas pelas nossas experiências perceptivas. Aceitando também que só uma proposição pode constituir uma razão para acreditar nalguma coisa, o autor formula um princípio segundo o qual a relação entre essa proposição e a crença por ela suportada só pode ser uma relação lógica de consequência ou uma relação probabilística. O objectivo central do seu ensaio é defender este princípio de certas objecções que contra ele se erguem. Tais objecções têm origem em duas questões muito discutidas nos últimos tempos: a primeira é a questão de saber se o conteúdo (representacional) da experiência perceptiva é conceptual ou não-conceptual; e a segunda é a questão de saber qual é a forma desse conteúdo, no caso de ele ser conceptual – nomeadamente, se tem uma forma assertórica (como em «a caneta é verde») ou simplesmente fenomenal (como em «a caneta parece verde»). Os argumentos de Tommaso Piazza procuram estabelecer a conclusão de que, qualquer que venha a ser a decisão final a respeito destas duas questões, aquele princípio fundamental sobre a natureza inferencial da relação entre razões e crenças sobreviverá.

Os ensaios foram avaliados, sem conhecimento da identidade dos seus autores, por um júri composto por António Zilhão (Universidade de Lisboa), Ricardo Santos (Universidade de Évora), Sofia Miguens (Universidade do Porto) e Teresa Marques (Universidade de Lisboa).

A entrega do prémio terá lugar no decurso do 9º Encontro Nacional de Professores de Filosofia, que ocorrerá na Universidade do Minho nos dias 9 e 10 de Setembro de 2011.

Filosofia da religião nas livrarias

Está já à venda o livro Introdução à Filosofia da Religião, de William L. Rowe, com tradução de Vítor Guerreiro e revisão científica minha. É uma edição da Verbo. O primeiro capítulo pode ser lido aqui.

9 de abril de 2011

Glossário de português-faz-de-conta

Disse Wittgenstein que os limites da nossa linguagem são os limites do nosso mundo. Talvez Wittgenstein esteja certo, até porque não temos razões para pensar que tudo o que ele disse é errado. Nesse caso, vale a pena tentar sondar os limites da nossa linguagem, olhando em particular para o uso que damos à língua portuguesa. Eis um exercício que pode ajudar a compreender os limites do nosso mundo: o esboço de um glossário de português-faz-de-conta. Aqui ficam alguns exemplos para começar.

PORTUGUÊS-FAZ-DE-CONTA - PORTUGUÊS
O senhor diz que P, mas eu diria antes que Q = Não concordo que P
O que o senhor acabou de dizer é uma inverdade = Isso é falso
Um actor espantoso = Um actor muito bom
Um actor absolutamente espantoso = Um actor muito bom
É extremamente bom = É muito bom
É o melhor a nível europeu = É o melhor da Europa
A é melhor do que B em termos de resistência = A é mais resistente que B
Fazer amor = Ter relações sexuais
Incontornável = Inevitável
Numa lógica de poder = Na luta pelo poder (No exercício do poder)
Este quadro é horrível = Não gosto deste quadro
Não se pode reduzir A a B = B não conta
Um problema que desde sempre atormenta os filósofos = Um problema filosófico

Aceitam-se outros contributos.
  

8 de abril de 2011

Fenómenos mentais

Acabo de publicar um excerto do novo volume da Filosofia Aberta, O Carácter da Mente, de Colin McGinn, com tradução de Fernanda O'Brian. Leia-se também a recensão de Leônidas Hegenberg a este livro.

6 de abril de 2011

Nicholas Fearn

Procuramos respostas filosóficas para problemas filosóficos, mas essas respostas podem não ser condizentes com o tom da questão se o objetivo for eliminar um mistério. O sentido de drama que acompanha a perplexidade geralmente se evapora com a resolução. Isso repele indivíduos atraídos pela filosofia como uma forma de escapismo mais adulta que histórias de fantasmas, duendes e óvnis. (Filosofia - novas respostas para antigas questões, p.15)

O estado da arte da discussão filosófica


Filosofia: Novas Respostas para Antigas Questões é uma exposição acessível das soluções mais recentes para alguns dos problemas mais antigos da filosofia. O elemento de divulgação do livro é admirável, modesto e não encerra nada de novo. O que há de novo, e não é nada modesto, é a proposta de fazer uma auditoria da filosofia: podemos dizer que a filosofia fez algum progresso passados mais de 2.000 anos de investigação? Para responder essa pergunta Fearn consulta mais de trinta de alguns dos mais destacados filósofos contemporâneos - nomes como John Searle, David Chalmers, Martha Nussbaum, Jerry Fodor, Colin McGinn, Peter Singer, Derek Parfit, David Wiggins, Bernard Williams, Donald Davidson, Richard Rorty, Daniel Dennett e Tyler Burge.

A estratégia de Fearn consiste em apresentar alguns problemas de filosofia, indagar os filósofos entrevistados acerca das melhoras teorias que dispomos atualmente para responder a esses problemas, comparar suas soluções com as dos filósofos do passado, indicar o que mudou na maneira de abordar esses problemas e determinar se houve algum ganho cognitivo. São examinados problemas de metafísica e filosofia da mente (identidade pessoal, livre-arbítrio, inteligência artificial, mente-corpo), epistemologia e filosofia da linguagem (ceticismo, inatismo, externalismo semântico, pós-modernismo e pragmatismo) e ética (sorte moral, comunidade moral, direitos dos animais não humanos, vegetarianismo ético e sentido da vida). O livro é uma composição harmoniosa de filosofia com prosa de estilo jornalístico à la Collin McGinn e não seria exagero dizer que por vezes tem a mesma sofisticação de livros profundos como The Philosophy of Philosophy de Timothy Williamson: compare, por exemplo, a introdução de Fearn com o posfácio de Williamson. Até onde pude notar esse livro só peca pela ausência. Fearn deixa de abordar problemas importantes como a justificação da validade, o problema da indução ou a existência de deus. O que é perdoável e compreensível, dada a pequena dimensão do livro.

Nova ética prática

Acabo de ter conhecimento do lançamento da terceira edição de Practical Ethics, de Peter Singer. (A edição portuguesa baseia-se na segunda edição; a brasileira, não sei.) Na terceira edição, o autor reviu totalmente o texto, e inclui capítulos novos sobre a mudança climática, a agricultura industrial e o terrorismo. Destaque-se que Peter Singer é odiado por muitos académicos precisamente pelo que todo o académico com amor à profissão -- o que é muito diferente de ter amor a  um imaginado estatuto social -- deve almejar: extrema clareza e profundo didactismo. Quando fiz pressão para finalmente conseguir publicar o livro em Portugal, na Filosofia Aberta, a maior parte dos estudantes e professores de filosofia portugueses não fazia a mínima ideia do que era a ética aplicada, desconhecendo a imensa bibliografia da área, alguma da qual oriunda dos mais prestigiados departamentos de filosofia do mundo. Espero agora que a Gradiva faça uma edição actualizada desta obra, que recomendo a todos os leitores, sejam ou não estudantes e professores de filosofia. E isto não por concordar com Singer, mas porque ele é muitíssimo directo e claro, o que permite, a quem o quiser, discordar dele com pés e cabeça.

4 de abril de 2011

Raciocinar para nada

Raymond Smullyan, que escreve livros divertidos, plenos de quebra-cabeças lógicos, inventou o que George Boolos considera o mais difícil quebra-cabeças de sempre, explicando logo de seguida como resolvê-lo, usando recursos elementares da lógica clássica. O artigo onde o faz é este, e foi traduzido por Ricardo Miguel.

3 de abril de 2011

Seminário Permanente de Filosofia

O Seminário Permanente de Filosofia da UFOP deste semestre será às quintas-feiras. A primeira sessão, dia 7 de Abril, será dedicada ao problema de saber se os dilemas morais são possíveis; a segunda, dia 14, à discussão de dois argumentos influentes a favor da permissibilidade moral do aborto. Estão todos convidados.

Ética, filosofia e literatura

Acabo de publicar um excerto da introdução de Martha Nussbaum à sua colectânea de artigos intitulada Love's Knowledge: Essays on Philosophy and Literature, com tradução de Luís Filipe Bettencourt e minha.

2 de abril de 2011

Cepticismo na idade moderna

Acabo de publicar o artigo "Ceticismo Moderno", de Richard Popkin, traduzido por Jaimir Conte.

Filosofia da Música

A revista Teorema, do Departamento de Filosofia da Universidade de Oviedo, convida à submissão de artigos, em inglês ou castelhano, dedicados a qualquer problema de filosofia da música, até 15 de Novembro de 2011.

Ver mais AQUI.

1 de abril de 2011

Será que temos a obrigação moral de invadir a ignorância de um povo?

Não sou um apreciador de todo da música dos brasileiros Sepultura, ainda que alguns álbuns me tenham cativado. Um deles é o “Chaos A D”(1993). Neste álbum existe uma música que aborda o problema dos Kaiowas. Os Kaiowas eram uma tribo indígena sul-americana que cometeram suicídio em massa assim que tiveram o menor sinal de invasão cultural por parte de outros povos, nomeadamente a chamada “cultura ocidental”. Este sinal de protesto incluiu a violação das suas terras por parte governamental. A questão que aqui coloco é se temos a obrigação moral de "invadir" outros povos com a nossa cultura, nomeadamente a cultura científica que acreditamos melhorar em muito a vida em geral, ou se, pelo contrário, esses povos têm direito à ignorância da nossa cultura. Que pensar?

Proposições ensimesmadas?

Acabo de publicar a tradução de Leandro de Oliveira Pereira do artigo "Proposições Aplicáveis a si Mesmas", de McTaggart, originalmente publicado na Mind em 1923.

Contas à vida

No passado mês de Março passaram pela Crítica cerca de 103 mil leitores únicos, um acréscimo significativo face ao mês de Fevereiro, com cerca de 74 mil leitores. Todas as críticas e sugestões são bem-vindas.