7 de julho de 2012

Grayling e José Gil no 10º Encontro Nacional de Professores de Filosofia


Os filósofos Anthony Grayling e José Gil serão os convidados principais do 10º Encontro Nacional de Professores de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia em parceria com o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 

O encontro irá decorrer nos dias 7 e 8 de Setembro, nas instalações dessa faculdade (Av. de Berna, 26- C, Lisboa), tendo o recém-criado Centro de Formação da SPF solicitado a acreditação do encontro para efeitos de atribuição de 0,6 créditos de formação aos professores participantes.

Haverá ainda comunicações de António Zilhão (UL), Porfírio Silva (IST), Vítor Correia (UNL), Patrícia Fernandes (UM), Joana Pontes (IFUL), Pedro Galvão (UL), Dina Mendonça (UNL), Luís Bernardo (UNL) e Domingos Correia (E. S. Sebastião e Silva e Presidente da Comissão Organizadora das Olimpíadas Nacionais de Filosofia). Será também entregue o Prémio de Ensaio Filosófico SPF 2011 a Ricardo Silva (UL), seguido de uma comunicação do autor baseada no seu ensaio, além das comunicações dos colaboradores deste blog Vítor Guerreiro, eu próprio e José Gusmão, que foi o vencedor da medalha de prata das Olimpíadas Internacionais de Filosofia do ano passado.

Pode-se obter aqui mais informações sobre o programa e inscrições.      

6 comentários:

  1. E porque não antes: José Gil e Anthony Grayling?...

    Cumprimentos por mais esta iniciativa!

    Artur Neves Correia

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  2. Olá Aires,

    Independentemente do interesse da iniciativa, que é bastante, uma questão prática: Porquê 0,6 créditos?

    A mim parece-me muito pouco, considerando o número de horas (e o facto de implicar para muitas pessoas uma deslocação a Lisboa). Por outro lado, trata-se de uma acção que diz respeito à componente científica (algo que é raro existir - com qualidade - para os professores de Filosofia). Acho que fazia sentido que fosse pelo menos um crédito, se isso implicar fazer um relatório (como é tradicional nestas coisas), penso que muitos professores não se irão importar... Eu sei que há regras para atribuir créditos nas acções, mas pensa na minha sugestão.
    Cumprimentos.

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    1. Olá Sara,
      É um ponto importante, o que referes. Eu estou farto de fazer formações em coisas tão inúteis como exe-learning, hot potatoes, Excell, powerpoint, etc... que me dão 1 ou mais créditos. E isto para fugir a formações sobre pedagogias que, em regra, são mesmo de evitar. Nem sei que faça à vida com esta obrigatoriedade aleatória de formação.

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  3. Olá Sara,

    O número de créditos não é escolhido por quem oferece a formação mas pelo organismo nacional que se encarrega disso, tendo em conta o total de horas de formação. Assim, com aquelas horas de formação só se podem atribuir aqueles créditos.

    Isto é o que eu penso que se passa sempre.

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    1. Olá Aires,

      Ainda que eu só conheça as ações como formanda, o que sei é que existem diferentes modalidades de formação. As ações podem contemplar o chamado trabalho presencial (o número de horas propriamente dito a que o formando assiste) e o não presencial (aquele trabalho que o formando pode realizar em casa – um relatório ou um trabalho específico sobre o tema em causa) e isso também interfere no número de créditos que são atribuídos pelo tal organismo nacional. Portanto, creio que quem oferece a formação pode escolher os moldes em que esta vai decorrer e, consequentemente, o número de créditos correspondentes.

      Parece-me que, devido à escassez de formação científica disponibilizada para os professores do secundário, fazia todo o sentido que esta formação fosse creditada de outro modo. Por outro lado, como referiu o Rolando, os professores do secundário agora têm de fazer, anualmente, um número de horas formação obrigatório. Ora, se bem percebo, o,6 créditos corresponde a menos de 25 horas (= a 1 crédito), o que fará com que seja necessário fazer uma outra formação para completar o número de horas desta.

      Estas minhas observações de carácter prático não pretendem tirar o valor à iniciativa. Pretendo apenas fazer notar que dadas as condições de trabalho que os professores têm e ao facto de agora serem obrigados a frequentar ações (a maioria das que são disponibilizadas são ridículas e não têm interesse nenhum em termos científicos e pedagógicos) faria todo o sentido que além das horas presenciais tivéssemos que fazer algo mais (cujo número de horas seria englobado no tal trabalho não presencial) e isso pudesse levar à atribuição de pelo menos um crédito. Nota que a maioria das ações não costuma ter menos do que isso. Dada a relevância desta em termos científicos, também deveria ser assim.

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    2. Sara, não fui eu quem tratou disso, pelo que respondo apenas pelo que vou sabendo. E do que sei é que este tipo de encontros só muito recentemente começaram a poder contar (com atribuição de créditos) para a formação de professores. Além disso, nem todas as modalidades de formação se enquadram legalmente neste tipo de eventos. Mas, mesmo que outras modalidades estivessem disponíveis, seria necessário, como referes, acrescentar mais horas de trabalho não presencial e um trabalho de avaliação por parte dos formadores. Ora, isso é impraticável com formandos que já aceitam gratuitamente fazer uma comunicação de uma hora. Como fazias? Mandavas os trabalhos para o Grayling, o José Gil e outros?

      De resto, o número de créditos corresponde ao número de horas de formação, que são 18, salvo erro. E, pelo que sei, foi até bastante difícil meter as 18 horas nos dois dias do encontro.

      Tomara aos organizadores poder atribuir mais créditos, mas as opções não abundam.

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