31 de agosto de 2012

Lacunar e redutor


Acabei de ler no suplemento Ípsilon, do Público de hoje (sem ligação), a desenvolvida recensão de David Teles Pereira (DTP) ao mais recente livro de Nigel Warburton, Pequena História da Filosofia (Edições 70). 

Em primeiro lugar, é de sublinhar o facto de, ao contrário do que é frequente na crítica portuguesa, o crítico não se limitar a escrever quase só para si próprio nem a utilizar o que tem pela frente como um mero pretexto para exibir o seu arsenal cultural. Ao invés, apresenta de forma clara e directa aqueles que, em sua opinião, são os pontos fracos e fortes do livro de Warburton, sem deixar de descrever abreviadamente o que nele podemos encontrar. É isso que se espera de uma boa recensão.

Até aqui, e já não é pouco, tudo bem. Quanto ao resto, parece-me que o crítico acerta quase sempre ao lado. Mas nada há de especial em eu não concordar com as principais críticas do autor da recensão. A discordância é normal e até saudável. O que me leva aqui a falar disso não é, pois, o facto de não concordar com o crítico; é o tipo de crítica a livros deste género que, por ser praticamente infalível, se tornou num lugar-comum que nos deixa quase como estávamos antes de a ler.

Assim, criticar um livro intitulado Pequena História da Filosofia por ser lacunar e redutor tem quase tanto cabimento como criticar um mota por falta de bagageira e má insonorização. Até os próprios autores de livros do género se dispensam já de prevenir, no respectivo prefácio, esse tipo de objecções. Mas só refiro aqui isto porque é um tipo de objecção que, em relação a livros deste género (livros de história, introduções, guias, etc.), se encontra demasiadas vezes entre os críticos portugueses. Por isso, refiro aqui a recensão de DTP apenas como um exemplo e não como assunto central deste post. 

Pelo que tenho verificado, classificar um livro como lacunar e redutor, quase sempre quer dizer que o crítico não encontra lá tratados os seus autores preferidos, ou que não lhes é dado suficiente destaque, confundindo os seus autores preferidos com os autores mais importantes e influentes. Ocorre-me, a propósito, a indignação de um professor meu da faculdade, que achava incompreensível a generalidade das histórias da filosofia e dos dicionários filosóficos não referirem (ou o fazerem só de passagem) o pensamento social de Jean Meslier, um padre e filósofo jesuíta do século XVIII sobre o qual ele estava a escrever a sua tese de doutoramento.

Tive o cuidado de utilizar a expressão «quase sempre», pois haverá casos em que tal crítica se justifica. E até poderíamos estar perante um caso desses. Uma história da filosofia, por muito pequena que seja, seria, sem dúvida, lacunar se não referisse nomes tão importantes e influentes em diferentes áreas da filosofia como Aristóteles, Descartes ou Kant. Pode até ser discutível incluir Darwin e Freud e omitir Heidegger e Husserl (omissão apontada por DTP e que, por uma vez, me parece justa), mas criticá-la por «não aparecer uma única pensadora da terceira vaga feminista» ou por não incluir autores da filosofia islâmica e judaica é não compreender bem o que está ali em causa. Imagine-se só se Warburton tratasse de uma boa parte dos autores que DTP acha que deveriam lá estar, a saber, Maimónides, Avicena ou Averróis, Isidoro de Sevilha, o Papa Gregório I, Al-Farabi, Dante, a escola de Salamanca, Jean Bodin, Hugo Grócio, Max Weber, Émile Durkheim, a escola da Frankfurt e mais algum pensador socialista do século XIX, além de Marx. Para compensar, a sugestão de DTP parece ser a de descartar Berkeley, Montesquieu e Thomas Reid. 

Claro que o crítico pode achar mais interessantes Isidoro de Sevilha, o Papa Gregório I e Émile Durkheim do que Berkeley e Montesquieu, mas apontar isso como crítica às escolhas do autor é simplesmente descabido. E, claro, acrescentaria por sua vez o leitor, a incluir Isidoro de Sevilha, por que não incluir também o não menos importante e omisso Guilherme de Occam, entre muitos outros? A incluir toda esta gente, o crítico ficaria então com boas razões para criticar a parte do título que diz «Pequena». A não ser que Warburton fosse ainda mais redutor do que o crítico aponta, dedicando apenas duas páginas a cada um. 

A propósito, DTP dá alguns exemplos de passagens em que o autor é redutor. Mas, a julgar pelos exemplos apresentados, o crítico parece ignorar que Warburton procurou fazer o que Gombrich fez com a sua popularíssima Uma Pequena História do Mundo, destinada a jovens sem grandes conhecimentos prévios sobre o assunto. Tal como Gombrich, também Warburton procura prender o jovem leitor com algumas curiosidades biográficas sobre os principais protagonistas, de modo a tornar a leitura mais agradável. Se resultar, como resulta com Gombrich, então é um ponto a favor do livro de Warburton e não um defeito.

Em suma, sem dúvida que o livro tem lacunas e é redutor, como sucede inevitavelmente com todos os livros. Até porque esta História poderia ser grande, em vez de pequena. Fica assim garantido que o crítico tem sempre razão.      

12 comentários:


  1. Aires Alemeida:

    A citação de Gombrich lembrou-me Gombrowicz (Witold) e o seu... Curso de Filosofia em Seis Horas e Quinze Minutos, com edição em português. Uma marca batida por Grant Barley numa The History of Philosophy in Less Than an Hour, que podemos ouvir em podcast do Philosophy Now Radio Show.

    É de esperar que Warburton fale ao menos daqueles Classics que anteriormente divulgou em obra com este nome. De resto, qualquer História da Filosofia será necessariamente lacunar, mesmo que alguma equipa borgesiana conseguisse incluir TODOS aqueles de quem, a Oriente e a Ocidente, ao menos se conhece só um nome (mesmo pseudónimo, ou epónimo "mítico") publicamente associado ao nome ocidental "filosofia". Faltariam todos aqueles de quem não se conhece sequer o nome...

    Pena,estimado Aires, que a sua crítica sensata ao insensato (mas muito politicamente correcto) crítico não enfatizasse a anómala inclusão de autores como Darwin e Freud; tal não me parece apenas "discutível" mas uma evidente falta de senso filosófico do autor inglês. Ou uma consequência notável e inevitável daqueles que não desistem de jungir a filosofia à ciência.

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  2. Trata-se do hábito comum de pressupor que os autores que fazem escola na Universidade X são os mais centrais. Não percebo é qual a relevância filosófica da filosofia ser pensada e escrita por homens ou mulheres,a menos que fosse central na filosofia a igualdade de géneros. Muito sinceramente acho que livros como os de Warburton fazem muita confusão aos críticos da imprensa nacional. Depois o autor do texto certamente desconhece o que se faz hoje em dia neste tipo de introduções à filosofia. O texto é mais do habitual, uma crítica sem sentido à filosofia que se faz nos nossos dias.

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  3. Acho curioso que se publique uma crítica a este pequeno livro popular que outra coisa não pretende ser, mas se passe quase em branco a monumental história da filosofia ocidental de Kenny, em 4 volumes. Será porque esta última tem mais lacunas ainda?

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Boa tarde,

    Queria corrigir uma pequena gralha do ípsilon. O meu nome é David Teles Pereira e não Diogo Teles Pereira.

    Fico muito contente de receber algum eco daquilo que escrevi sobre o pequeno livro de Warburton. Não fiz referência ao Gombrich, mas de facto acho que essa história do mundo cumpre, no seu campo, o propósito que a história da filosofia de Warburton não consegue cumprir. Concordo também com a referência a Ockham e também poderia acrescentar Marsílio de Pádua.

    Relativamente à obra do Kenny, de facto é uma lacuna não se ter escrito sobre ela. Apenas posso dizer que, a meu respeito, que salvo erro não estava a colaborar com o jornal quando ela foi publicada em Portugal.

    os meus cumprimentos,
    David Teles Pereira

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  6. Caro David Teles Pereira, a gralha relativa ao seu nome está corrigida.

    Quando as recensões são vagas e elípticas é difícil discordarmos, pois não sabemos bem sobre o que discordar. Mas quando são claras, é mais fácil discordar. Foi este o caso. E ainda bem, como comecei por sublinhar.

    Quanto a nomes a incluir na lista de Warburton, é sempre fácil juntar mais alguns aos que já lá estão. O mais difícil é mesmo distinguir o que é mais central, importante e influente. Mas isso daria uma longa discussão. Pessoalmente, concordo que a falta de Husserl/Heidegger é uma lacuna, mesmo achando que Heidegger é um filósofo relativamente pouco interessante e muito sobrevalorizado fora da filosofia. Mas precisamente por isso...

    Volte sempre. Continuarei a ler com atenção as suas recensões.

    os meus cumprimentos

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  7. Aproveito a presença do David, a quem desde já felicito pela divulgação do texto sobre o livro em causa, para discordar da crítica feita pela seguinte razão: pode uma história introdutória da filosofia incluir todos os nomes que o David (e o Aires também) sugere e ainda assim ser uma má história da filosofia (os exemplos abundam) e, por outro lado, pode uma pequena história da filosofia omitir uma série de autores relevantes e ainda assim ser uma boa história da filosofia. É por esta razão que omitir o filósofo X ou Y não pode ser por si só uma boa razão para fazer de uma pequena história da filosofia um mau livro. Assim o texto do David não me convenceu, ainda que, claro está, qualquer livro, incluindo o de Warburton, não esteja imune a correcções. Pessoalmente não lhe vejo grandes defeitos. Cumprimentos

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  8. Boa tarde, mais uma vez…
    Queria, então, responder a alguns dos comentários. No texto de Aires Almeida, embora não directamente sobre a minha crítica, é referido que “Pelo que tenho verificado, classificar um livro como lacunar e redutor, quase sempre quer dizer que o crítico não encontra lá tratados os seus autores preferidos, ou que não lhes é dado suficiente destaque, confundindo os seus autores preferidos com os autores mais importantes e influentes.”. Esta é, de facto, uma confusão infeliz em algumas críticas, mas, também, em muitas obras de introdução à filosofia. Parece-me que este parágrafo que citei se aplica na perfeição, por exemplo, ao retrato do século XX que resulta das escolhas de Warburton e, também, à pobreza da Idade Média e do Renascimento que essas escolhas parecem revelar. Ao contrário do que é sugerido, parece-me muito mais grave o retrato que é feito de Heidegger nas páginas dedicadas a Hannah Arendt do que a omissão de um capítulo relativo a este autor.
    Curiosamente, uma parte dos meus “autores preferidos” até se encontra incluída nas escolhas de Warburton. Posso pegar num exemplo – Hobbes – para explicar que me pareceu muito mais lacunar o capítulo sobre este autor que qualquer ausência que possa ter apontado. Se lerem o meu texto poderão facilmente ver que não me limitei a nomear autores, mas que me preocupei em escrever sobre alguns dos capítulos que me parecem mais fracos. Dei quatro exemplos no meu texto e sinceramente poderia dar mais de capítulos que me parecem não muito bem conseguidos.
    Por outro lado, eu limito-me a dar exemplos de autores que poderiam preencher algumas das lacunas temporais e temáticas que identifico. Em caso algum digo taxativamente que Warburton deveria forçosamente dar um capítulo a cada um deles. Em muitos casos, a mera referência noutros capítulos ou a partilha de capítulos seria uma solução perfeitamente viável. Posso dar alguns exemplos: o capítulo de Santo Agostinho poderia incluir grande parte dos autores da teologia política medieval, tanto anteriores como posteriores ao senhor bispo; o capítulo de Maquiavel poderia incluir algumas referências Bodin; a Escola de Salamanca e os autores da Reforma Protestante poderiam formar um capítulo; etc…
    Relativamente a Montesquieu, infelizmente leram mal o que eu escrevi. Eu lamentei a ausência de Montesquieu (face à inclusão de Berkeley e Reid), ao contrário do que Aires Almeida dá a entender quando refere que eu acho “mais interessantes Isidoro de Sevilha, o Papa Gregório I e Émile Durkheim do que Berkeley e Montesquieu”. Ainda relativamente a esta frase, se repararem, no meu texto, não falo apenas de Durkheim, mas também de Weber. Tal como Heidegger e Husserl, a ausência de Weber parece-me uma lacuna de nível bem mais grave.
    Eu não ignorei o que Warburton tentou fazer nesta “Pequena História da Filosofia”, por várias vezes refiro no texto que grande parte dos reparos que aponto são menorizados pelo propósito geral do livro. Mas o livro parece-me claramente inferior à “Pequena História do Mundo” do Gombrich.

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  9. Caro David (permita-me a informalidade),
    Começo pela parte final do seu comentário para concordar consigo numa coisa: Warburton não consegue fazer tão bem com o seu livro como Gombrich com a sua Pequena História do Mundo, que aquele tomou como modelo. Sem dúvida. Mas daí não se segue que o livro de Warburton não seja um livro muito bom, tendo em conta o tipo de público que tem em vista e mesmo ficando uns furos abaixo da excelência do seu modelo inspirador. Claro que o David também não afirmou tal coisa, mas perpassa um pouco essa ideia no que diz.

    A segunda coisa que quero dizer é que tem razão quando afirma que o li mal no que respeita a Montesquieu. De facto, lamentou não ser incluído e não o inverso. Admito que a sua inclusão talvez se justificasse. Mas o essencial do que eu disse mantém-se.

    O David acha que Isidoro de Sevilha, o Papa Gregório I ou a escola de Salamanca, por exemplo, são inevitáveis e eu acho que são perfeitamente dispensáveis. Mais, acho que seria até disparatado incluí-los. E se perguntarmos a muitas outras pessoas que tenham um razoável conhecimento da história da filosofia, as discordâncias não se diluem. Assim, o que precisamos de perguntar é quais seriam os nomes acerca dos quais há um razoável consenso entre os entendidos, ou seja, o nomes cuja inclusão que NÃO estaríamos dispostos a discutir. Ora, é fácil saber quais são esses nomes, pois basta consultar algumas das mais prestigiadas histórias da filosofia.

    Vejamos, a título de exemplo, o caso dos autores do período medieval (entendido de no seu sentido mais abrangente) que o David referiu: Isidoro de Sevilha e o Papa Gregório I. Pois bem, pode vasculhar as histórias da filosofia, mesmo as especializadas no período medieval, que vai ter alguma dificuldade em os encontrar lá. Veja, por exemplo, o volumoso La Philosophie au Moyen Age, do reconhecido especialista francês em filosofia medieval, Étienne Gilson. São dois volumes com cerca de 400 páginas cada um, só sobre filosofia medieval. Mas não encontramos sequer uma subsecção sobre qualquer destes filósofos. Lá encontramos cerca de duas páginas para cada um e uma ou outra nota dispersa. Em contrapartida, a qualquer dos seguintes autores é dado um destaque incomparavelmente maior, alguns deles com secções inteiras: Abelardo, Bernardo de Claraval, Mestre Eckhart, S. Boaventura, Duns Escoto, Escoto de Erígena, Pedro Lombardo, Alberto Magno, João Buridano, Sigério de Brabante, Roberto Grossatesta, Hugo de S. Vítor, e até Gregório de Nissa, entre muitos outros.

    Se a Pequena História da Filosofia de Warburton é lacunar, que dirá desta obra dita de referência de Gilson. O David até poderia alegar que este é um exemplo raro. Mas não é, bem pelo contrário. Basta ir a outra importante história da filosofia, como a de Kenny (em quatro volumes) e consultar o volume dedicado à filosofia medieval. Aqui o cenário é ainda mais esmagador, pois nem sequer tem uma única referência a qualquer dos sois nomes apontados pelo David. E vale a pena referir que a filosofia medieval é um dos períodos de que Kenny é mais profundamente conhecedor: é um 'scholar' com uma longa formação académica no Vaticano (ele foi padre), tendo publicado sobre autores medievais.

    Referi aqui o caso dos autores medievais indicados pelo David, mas poderia referir os outros. Há por aí muitos livros com títulos do género "Os 100 maiores Filósofos de Sempre" e outros parecidos. Ora, se reduzirmos esse número a 50, irá verificar que tudo irá bater, com uma ou outra excepção, nos nomes tratados por Warburton. E duvido muito que lá encontrasse algum representante da escola de Salamanca ou do pensamento feminista de terceira vaga. Aliás, basta ver o destaque relativo que é dado a cada um desses nomes nos dicionários de filosofia e o que, em geral, se publica sobre a história da filosofia e respectivos autores.


    (continua já a seguir)

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  10. (cont.)

    Criticável e lacunar seria excluir algum autor que praticamente todos os entendidos consideram central e não os que o David melhor conhece ou acha mais interessantes. Criticável seria, pois, incluir nomes como Unamuno, Benjamin ou Hugo Grócio. Ainda por cima, quando estamos a falar de um livro para adolescentes tomarem um primeiro contacto com a história da filosofia. Imagine-se o adolescente de 15 anos a ser confrontado com as concepções teológicas ou a noção de direito de Hugo Grócio. Acho que o David está a ver o filme ao contrário, permita-me a franqueza.

    Diz que o autor não teria de dar um capítulo a cada autor e que poderia muito bem fazer como faz em outros capítulos do livro. Mas não se vê bem o que se ganhava com isso, a não ser entupir o livro com uma sucessão de nomes que se atrapalham e que só tornariam a sua leitura mais penosa.

    Quanto ao retrato de Heidegger nas páginas sobre Arendt, não vejo nada de factualmente errado. Como referi antes, penso que Heidegger (ou o par Husserl/Heidegger) deveriam ter um capítulo próprio, de modo a apresentar os aspectos mais importantes do pensamento de ambos. Isto apesar de Heidegger estar, como referi, muito longe dos meus interesses filosóficos pessoais. Mas acho ainda mais inaceitável excluir um dos mais influentes filósofos do último século, Frege. Ou até o influentíssimo Carnap e o Círculo de Viena, apesar da inclusão de Ayer que, de certa forma, representa essa corrente (a qual também não colhe as minhas simpatias filosóficas).

    Finalmente (e isto já vai longo), até certo ponto compreendo a inclusão de Freud e de Darwin, cujo objectivo penso ser o de alargar um pouco o horizonte da reflexão filosófica e contextualizar a filosofia num cenário mais abrangente de ideias. Mas ir mais longe do que isso é perder de vista o que interessa. Julgo que não passaria pela cabeça da maior parte dos historiadores da filosofia incluir nos 50 nomes mais importantes Max Weber ou Émile Durkheim, que nem sequer são filósofos. Por esse andar, por que não também Max Planck e Einstein, que até influenciaram bastante a filosofia da ciência sebsequente?

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  11. Aires,

    provavelmente o título da obra é que é infeliz. Há um outro livrito do mesmo estilo (mas melhor. Digo eu) com um título mais feliz: "Não descartes estas ideias" (enquanto "história da filosofia", acho-o bastante melhor).

    Parece-me que esta pequena história da filosofia não é história da filosofia, mas... sei lá... uma levíssima introdução à filosofia.

    Seja um exemplo: o capítulo sobre Hannah Arendt (o 35). Vamos supor que alguém não sabe nada sobre Hannah (quem souber não lucra nada com o capítulo). O que fica a saber no final da leitura? umas minudências sobre Eichmann e algumas dúvidas sobre a sinceridade do nazi quando foi julgado. Sobre Hannah, ainda menos. Isto é lá alguma história da filosofia?!

    Já agora... um pormenor estranho: o destaque que o Desidério tem na capa, quase ao nível (até na cor) do autor. Tenho alguma dificuldade em entender que o Desidério (que é sensato), com um prefácio de 8 páginas, tenha alinhado nesta falta de gosto.

    Digo eu...

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    1. (o autor do comentário anterior sou eu: António Gomes)

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