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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2012

What philosophers know

What philosophers know
http://www.3ammagazine.com/3am/what-philosophers-know/Consider, for example, discussions of free will. Even neuroscientists studying freedom in their labs are likely to offer confused interpretations of their results if they aren't aware of the distinction between caused and compelled, the various meanings of "could have done otherwise", or the issues about causality raised by van Inwagen's consequence argument. Parallel points apply for religious people thinking about the problem of evil or atheists challenged to explain why they aren't just agnostics. Philosophers can't show what our fundamental convictions should be, but their knowledge is essential to our ongoing intellectual engagement with these convictions.(via Instapaper)

The New Atlantis » The Folly of Scientism

The New Atlantis » The Folly of Scientism
http://www.thenewatlantis.com/publications/the-folly-of-scientism
Continued insistence on the universal competence of science will serve only to undermine the credibility of science as a whole. The ultimate outcome will be an increase of radical skepticism that questions the ability of science to address even the questions legitimately within its sphere of competence. (via Instapaper)

A arte do engodo

Muitas pessoas, principalmente alunos do primeiro período, ficam impressionadas com certos textos pomposos e que parecem, em poucas linhas, dizer tudo aquilo que elas seriam incapazes de pensar numa vida inteira. Felizmente essa profundidade é nada mais do que engodo, e na maior parte das vezes pode ser facilmente detectada. Stephen Law apresenta aqui algumas fórmulas mágicas que dão a tais discursos certo ar de profundidade, em tradução de Aluízio Couto e revisão de Eduardo Cruz.

Utilitarismo, de Tim Mulgan

Acaba de sair, pela Editora Vozes, com o título Utilitarismo, a tradução de Understanding Utilitarianism, de Tim Mulgan. O leitor brasileiro tem agora uma ótima introdução a uma das principais -- e diga-se de passagem, a mais entusiasmante -- correntes da filosofia moral. A tradução é de Fábio Creder e pelo que me pareceu está cuidada. O livro apresenta o utilitarismo de maneira bastante simples e clara, expondo suas principais virtudes e dificuldades teóricas, suas principais variantes, as principais objeções enfrentadas, seu apelo intuitivo, sua aplicabilidade, sua relação com os animais não-humanos, a obrigação com as gerações futuras, y otras cositas más. Ao terminar o livro, o leitor terá uma imagem ampla do utilitarismo, de sua versão clássica até aos debates contemporâneos. 
Índice:
1- Introdução
2- O utilitarismo clássico
3- Provas do utilitarismo 
4- Bem-estar
5- Injustiças e exigências
6- Atos, regras e instituições 
7- Consequencialismo 
8- Praticidade
9- O futuro do utilitarismo 
Qu…

Duas boas notícias

Soube há dias que o livro organizado por Pedro Galvão, Filosofia: Uma Introdução por Disciplinas, está praticamente esgotado (apesar de ainda se verem alguns exemplares nas livrarias), e que uma nova tiragem está em perspectiva. Também se prevê um segundo volume, dedicado às disciplinas que não foram tratadas no primeiro. Quem sabe se desta vez irão ficar satisfeitos também os que lamentavam a ausência de disciplinas como a filosofia da matemática, a filosofia da história ou a metafilosofia. Esta é, certamente, uma boa notícia. 
Outra boa notícia é que O Nomear e a Necessidade, de Saul Kripke, já chegou às livrarias. E conta como uma esclarecedora introdução de Ricardo Santos (Universidade de Évora). É um clássico que fazia falta em tradução portuguesa. Agora o assunto está resolvido.

Filosofia no infantário

Dificilmente haverá algum professor ou aluno de filosofia que, há uns vinte anos atrás, tenha passado pelo ensino secundário e que não se lembre das bocejantes aulas sobre a teoria do desenvolvimento da inteligência de Piaget. Por incrível que pareça soube há tempos que ainda há por aí professores que, perdidos no tempo (e no programa da disciplina), ainda passam aulas a ensinar Piaget e as roturas epistemológicas de Bachelard.
É incrível não só por a teoria do desenvolvimento de Piaget não ser uma teoria filosófica, mas sim empírica (é uma teoria da psicologia, não da filosofia), mas por estar longe de colher consenso entre os seus pares. De facto, os estádios do desenvolvimento preconizados por Piaget, que começam com operações concretas para culminar, já perto da adolescência, no raciocínio abstracto nem de longe nem de perto correspondem ao que investigações empíricas das últimas décadas têm revelado.
A ideia tradicional que encarava as crianças como seres vagamente racionais, in…

O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…