15 de dezembro de 2012

A arte do engodo


Muitas pessoas, principalmente alunos do primeiro período, ficam impressionadas com certos textos pomposos e que parecem, em poucas linhas, dizer tudo aquilo que elas seriam incapazes de pensar numa vida inteira. Felizmente essa profundidade é nada mais do que engodo, e na maior parte das vezes pode ser facilmente detectada. Stephen Law apresenta aqui algumas fórmulas mágicas que dão a tais discursos certo ar de profundidade, em tradução de Aluízio Couto e revisão de Eduardo Cruz.

5 comentários:

  1. as melhores palavras são ditas em polcas letras, amor vida e Deus e algo mas. gostei de seu blog muito cultura.

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  2. Um errinho na segunda página (marquei entre colchetes):

    "Nada do que eu disse [[[é equivale]]] a dizer que tais afirmações aparentemente contraditórias não podem ter algo de genuinamente profundo".

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    1. opa! value Iago. Vou pedir ao Aluízio que concerte.

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  3. Texto muito interessante.
    Gostei especialmente da pincelada que o autor deu no final:

    "a pseudoprofundidade consiste em uma refinada mistura de banalidades, nonsense e/ou o obviamente falso servidos como um imponente soufflé linguístico. Espete-o com um garfo, deixe o ar quente sair e você perceberá que pouco sobra. Certamente nada que valha a pena comer."

    Pergunto-me quantas pessoas que tenham lido isto tenham achado esta analogia particularmente profunda :P

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  4. Acredita. Comecei a ler Baudrillard, não consegui entender nada, pensava: como sou limitado! kkkkkkkk
    não chegou-me a ser um texto para o 'despertar'; mas mas me forneceu momento de muitas e boas gargalhadas. (ri muito de mim mesmo)

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