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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2012

Morreu Leônidas Hegenberg

Acabo de receber a triste notícia do óbito do Professor Leônidas Hegenberg. Como estrangeiro que conhecia parte do seu importante trabalho de tradução e autoria de livros importantes para a actualização do ensino brasileiro da filosofia, lamento profundamente a sua morte. Nunca tive o prazer de o conhecer pessoalmente, apesar de ter trocado com ele vários emails, geralmente relacionados com a publicação de várias recensões suas aqui na revista Crítica; mas tive o prazer de falar com ele pelo telefone uma vez, e pareceu-me uma pessoa muitíssimo afável. O valor do seu trabalho está para lá de qualquer dúvida, e merece a nossa homenagem. Obrigado, Leônidas, por tudo quanto deu à filosofia em língua portuguesa.

Eis alguns dos trabalhos de e sobre o Leônidas publicados na Crítica:
Michael Luntley: Contemporary Philosophy of Thought and Language (Leônidas Hegenberg)Alain Graf e Christine Le Bihan: Lexique de Philosophie (Leônidas Hegenberg)Alan Bullock: New Fontana Dictionary of Modern Tho…

A leste da filosofia

Aconteceu-me por acaso ver ontem na RTP Informação uma entrevista de José Rodrigues dos Santos ao escritor de romances filosóficos (como ele próprio se classificou) Jostein Gaarder. 
Gaarder escreveu vários livros, o mais lido dos quais julgo ser O Mundo de Sofia. É o único livro dele que li e que, tenho de o dizer, achei francamente pobre, tanto em termos filosóficos como literários. No que diz respeito à filosofia, o que encontrei nesse livro foi um desfiar dos mais estafados lugares comuns que se vêem em qualquer das antigas sebentas, onde raramente há argumentos e muito menos qualquer discussão digna de registo. Em termos literários, pareceu-me de uma grande falta de imaginação e com uma narrativa algo simplória. Mas isso é ainda pouco para formar uma opinião definitiva sobre o autor. 
Contudo, a entrevista a José Rodrigues dos Santos, que até me parece um bom entrevistador, confirmou algumas das minhas suspeitas quanto ao conhecimento que Gaarder tem da discussão filosófica actu…

Nagel sobre Dworkin e a objectividade

(Obrigado ao João Carlos Silva.)

Perguntar directamente a Peter Singer

Peter Singer propõe-se a gravar um vídeo com respostas às questões sobre o livro A Vida Que Podemos Salvar. Se quiser colocar uma questão pode fazê-lo através da Página do projecto no Facebook (aqui) ou publicando no YouTube um vídeo com a sua pergunta (Canal do projecto no Youtube).

Deus, a Liberdade e o Mal

Acaba de ser anunciada a publicação da minha tradução da conhecida obra God, Freedom and Evil, que Plantinga publicou originalmente em 1974. É aqui que se encontra a influente objecção ao problema lógico do mal, segundo a qual da divindade teísta é logicamente compatível com a existência de mal. Recorrendo a instrumentos da metafísica e lógica da modalidade, Plantinga mostra neste livro como se pode escrever sobre temas sofisticados numa linguagem relativamente acessível. O problema do mal ocupa aproximadamente metade do livro, sendo a outra metade dedicada a uma discussão mais acessível do argumento do desígnio, do argumento cosmológico e do argumento ontológico a favor da existência de Deus. Mais informação aqui. (São Paulo: Edições Vida Nova, 2012, 144 pp.)

Scruton sobre a moda

Em qualquer comunidade humana normal, a estética da vida quotidiana expressar-se-á através da moda ou, por outras palavras, através da adopção de um estilo comum. Uma moda é um indicador das opções estéticas que dão alguma garantia de aprovação dos outros; e também permite às pessoas jogar com as aparências, enviar mensagens reconhecíveis à sociedade de estranhos e sentirem-se confortáveis com a sua aparência num mundo em que esta importa.Roger Scruton, 2009. Beleza. Lisboa: Guerra & Paz, p. 89.

Finalmente!

Podíamos lê-lo e estudá-lo em quase todas as línguas europeias, mas faltava o português. Uma das mais importantes obras de filosofia do século XX e, em particular, dos últimos 50 anos, O Nomear e a Necessidade, de Saul Kripke, estará muito em breve também disponível numa cuidada tradução portuguesa. É consensualmente considerado um clássico da filosofia contemporânea, e presumo que os clássicos despertem o interesse de todos os que procuram acompanhar a discussão filosófica actual.

Mais informações aqui ou aqui.
Nesta resenha, Elliot Sober expõe e ataca alguns dos prinicipais argumentos de Thomas Nagel em seu último livro, Mind and Cosmos.

Novidades Editoriais

Eis mais duas novidades do mercado editorial brasileiro. Medo do Conhecimento, SENAC, trad. Marcos Bagno, de Paul Bogohssian, é um ataque claro e contundente ao relativismo e ao construtivismo -- duas posições bastante comuns, principalmente nas humanidades. Representar e Intervir, EDUERJ, trad. Pedro Rocha de Oliveira, de Ian Hacking, é uma introdução a alguns tópicos da filosofia da ciência relativos ao debate realismo/antirrealismo. É indispensável a quem quer se inserir nessas discussões. Infelizmente ainda não tive qualquer das edições em mãos, de modo que não sei da qualidade das traduções.