11 de fevereiro de 2013

Os bastidores de Harvard e a pressão de Kripke sobre Quine

During the time I was teaching at Harvard as an Instructor in Philosophy and General Education, the wunderkind Saul Kripke showed up as a Freshman at Harvard, having already had an article accepted for publication in The Journal of Symbolic Logic, the leading professional journal in the field. Saul was a piece of work but there was no denying his brilliance, and Quine treated him as an equal, in what I have always considered a manifestation of real academic class.

In 1960, Quine published what was to become perhaps his most influential book, Word and Object. Saul read it, and made an appointment with Quine to talk about it. When the day of the appointment arrived, Saul stood Quine up. Now, the morés of the Academy have changed in the past half century, and students these days [if I may speak with a crustiness befitting my age] no longer exhibit an appropriate respect for their elders and betters. But in those days, it was unheard of for a student -- any student -- to make an appointment with a professor and then simply not show up. Saul came slouching around a while later with some excuse, and Quine agreed to another appointment, at Eliot House, where Quine had an affiliation. Marshal Cohen, then a young Assistant Professor, told me that he walked by just as Saul and Quine were saying goodby, and swears that he heard Quine mumbling to himself, "Maybe I am all wrong. Maybe I have got it all wrong." (Robert Paul Wolff, A Life in The Academy, p. 81-82)

8 comentários:

  1. Mais curiosidades sobre Kripke e Quine:

    http://robertpaulwolff.blogspot.pt/2010/04/memoir-second-installment.html

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  2. Oi José,

    a referência da citação contém um link que já reúne todas as partes da autobiografia do Paul Wolff.

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  3. Verdade Matheus, eu é que não reparei. Mesmo assim, para as pessoas que só estejam interessadas no que diz sobre Kripke e a sua relação com Quine e não queiram fazer o download do documento e estar a procura dessas partes, podem simplesmente ir ao link que dei que encontram o resto.

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  4. Talvez valha a pena acrescentar algo sobre a revolução que é o pensamento de Kripke. No contexto de Portugal, o pensamento de Kripke foi introduzido por João Branquinho, tanto quanto sei. Quando ouvi falar das suas ideias e as fui ler, dada a formação que eu tinha, fiquei chocado: pensei que algo de profundamente errado tinha de estar ali, mas não via onde. Isto porque era óbvio para mim que a necessidade era uma coisa puramente linguística, era uma coisa da lógica. Esta era a educação filosófica que tínhamos. O João teve esse imenso mérito, entre muitos outros, de nos trazer o pensamento de Kripke (note-se que naquele tempo saber o que se andava a discutir nos centrais mais avançados era difícil: não havia Internet!)

    Acabei por me apaixonar pela revolução que é o pensamento dele. Quando publiquei o Essencialismo Naturalizado, que é uma revisão profunda da minha tese de mestrado, a reacção de quase todas as pessoas que eu conhecia do mundo filosófico português era de perplexidade: como se eu estivesse doido, juntamente com Kripke, pois consideravam toda aquela conversa de essências e mundos possíveis e necessidade metafísica uma bruta tolice.

    Entretanto o mundo mudou muito. Pessoas que na altura consideravam Kripke pouco mais do que um filósofo delirante, hoje já encaram as coisas de outro modo.

    Que o próprio Quine, que estava na origem da resistência que tínhamos em Portugal às ideias de Kripke, se tenha talvez interrogado se acaso não estava a ver tudo de pernas para o ar (como realmente eu penso hoje que estava) é algo que lhe fica bem. Infelizmente, isso nunca se nota nos seus escritos, incluindo os últimos por ele publicados: continua sempre convencido de que a lógica é a mãe da necessidade (expressão que usou no Quiddities). De modo que a história bonita se não é apócrifa, não teve pelo menos reflexo nos seus escritos.

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  6. Acho bastante insustentáveis essas teorias do Kripke. Não entendo como podem ter tanta repercussão.

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