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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2013

Boa nova

Acaba de sair pela Loyola, os dois volumes (I e II) de Apt Belief and Reflective Knowledge (2007; 2009, Oxford UP), de Ernest Sosa. Boa oportunidade para os leitores lusófonos entrarem em contato com a epistemologia contemporânea, mais especificamente com a epistemologia das virtudes. O leitor encontrá aqui uma resenha do primeiro volume, e aqui uma do segundo.

Filosofia em Directo... e ao vivo

Acabo de receber a agradável notícia de que o meu livro Filosofia em Directocontinua a merecer a preferência dos leitores portugueses, tendo já ultrapassado o bonito número de 21 500 exemplares vendidos. A todos os leitores do meu livro, o meu muito obrigado. Espero não desmerecer a vossa confiança, e espero que discordem do que escrevi, mas que o livro vos dê instrumentos para discordar de uma maneira mais sofisticada, reflectida e cuidada.

A edição brasileira do meu livro tem por título Filosofia ao Vivo e está à venda nas livrarias brasileiras. Em caso de dificuldade, pode ser comprado no site do editor.

Os leitores poderão gostar também do meu livro Sete Ideias Filosóficas Que Toda a Gente Deveria Conhecer, que é um complemento ao Filosofia em Directo. O Sete Ideias vende-se em Portugal em todas as livrarias, como é o caso da Wook, e no Brasil na Livraria Cultura.

Uma vez mais, muito obrigado a todos os leitores que fazem de Filosofia em Directo um inesperado sucesso de vendas…

Mais uma do mercado editorial underground brasileiro

Acabo de descobrir a tradução de Consciousness (Cambridge University Press, 2009), de Christopher Hill, publicada em 2011 pela Editora Unesp. Eis a descrição das costas do livro:

Este livro apresenta uma nova e compreensiva teoria da consciência. O capítulo inicial distingue seis principais formas de consciência e delineia um tratamento para cada uma. Os capítulos posteriores focam-se na consciência fenomênica, na consciência de, e na consciência introspectiva. Ao discutir a consciência fenomênica, Hill desenvolve a teoria representacional da mente em novas direções argumentando que estar ciente de algo sempre envolve representações, até mesmo dos estados qualitativos como a dor. Ele então usa essa perspectiva para enfraquecer as abordagens dualistas dos estados qualitativos. Os outros tópicos envolvem o estar ciente visual, as aparências visuais, os qualia emocionais e o processamento metacognitivo. Esta importante obra interessará a um amplo público de alunos e especialistas em filos…

E se o pensamento moral for irredutível ao pensamento amoral?

A propósito da nota do Lucas, considere-se o seguinte: imagine-se que a justificação moral é irredutível a outras justificações (penso que algo como isto faz parte da concepção de Enoch). Uma razão para isso seria que os conceitos morais são primitivos, irredutíveis a conceitos não-morais.

Agora considere-se três tipos de justificação última da moralidade: a utilitarista, a contratualista e a kantiana. Estas são as justificações mais influentes. Todas estão erradas, parece-me, se a justificação moral for irredutível a outros tipos de justificação. Vejamos porquê.

O utilitarismo defende que o princípio moral último é a maior felicidade para o maior número de agentes morais relevantes. Ou este princípio é circular ou comete uma versão da falácia naturalista, violando a irredutibilidade da moralidade. É circular caso não se explique de modo não-moral o que é um agente moral relevante e por que razão cada agente moral tem o dever de promover a felicidade máxima de todos os outros agentes …

Realismo Moral Não Naturalista

Acabo de saber do lançamento do livro Taking Morality Seriously: A defense of Robust Realism, escrito por David Enoch. Essa é uma ótima surpresa dada a onda irracional de naturalismo e cientificismo que tem atingido a filosofia. Um excerto sobre o livro disponibilizado pela editora diz o seguinte: 
"Em Taking Morality Seriously: A Defense of Robust Realism, David Enoch desenvolve, argumenta e defende uma posição realista e objetivista forte da ética e da normatividade em geral. Essa posição – segundo a qual há verdades morais e outras verdades normativas perfeitamente objetivas e universais que não podem de maneira alguma ser reduzidas a outras verdades naturais – é familiar, porém esse livro é o primeiro desenvolvimento detalhado das motivações positivas a favor dessa posição colocada em argumentos razoavelmente precisos. E quando o livro se torna defensivo – defendendo o Realismo Robusto contra as objeções tradicionais – ele mobiliza os argumentos originais positivos a favor d…

A Crítica a blogar há 5 anos

Exactamente há cinco anos atrás Desidério Murcho dava as boas-vindas
a este espaço de divulgação e discussão.


Que memórias têm daquilo que aqui se divulgou e discutiu?

O que foi para si o melhor e o pior?
Novo número da revista Investigação Filosófica.

Naturalismo

Eis outra boa nova editorial: Naturalismo, de Jack Ritchie. É a tradução, feita por Fábio Creder, e publicada pela Vozes, de Understandig Naturalism, Acumen, 2008. Embora não faça um levantamento completo do naturalismo filosófico,  Ritchie apresenta algumas posições naturalistas centrais em epistemologia, metafísica e filosofia da linguagem (deixando de fora a ética, infelizmente) -- a epistemologia naturalizada de Quine, o fiabilismo, o fisicismo, o deflacionismo quanto a verdade, a atitude ontológica naturalista, etc. Acessível e de leitura fácil, Naturalismo é uma boa introdução ao tema. Pode-se encontrar aqui uma resenha publicada na Notre Dame Philosophical Reviews. 

Sumário
Introdução
1- A filosofia primeira
2- Quine e a epistemologia naturalizada
3- O confiabilismo
4- A filosofia da ciência naturalizada
5- Naturalizando a metafísica
6- Naturalismo sem fisicalismo?
7- Significado e verdade
Conclusão