Avançar para o conteúdo principal

A Crítica a blogar há 5 anos


Exactamente há cinco anos atrás Desidério Murcho dava as boas-vindas
a este espaço de divulgação e discussão.


Que memórias têm daquilo que aqui se divulgou e discutiu?

O que foi para si o melhor e o pior?

Comentários

  1. As minhas felicitações por este espaço, em particular ao D. Murcho!

    Aspectos positivos: - a capacidade para divulgar e promover a filosofia, aspecto tanto mais de enaltecer quanto estamos numa terra a ela tão avessa;
    - a oportunidade para o debate alargado das ideias.

    Aspecto menos positivo: uma perspectiva por vezes restritivista da filosofia, que abriga algum sectarismo nalguns posts e comentários.
    (Por exemplo, estranhou-se por que não se divulgou aqui - como se faz com tantos acontecimentos, alguns bem menos relevantes - o Congresso Mundial da Filosofia a decorrer por esta altura em Atenas).

    Boa sorte!























    ResponderEliminar
  2. E que tal criar um fórum?
    Seria um espaço onde se podia perguntar coisas sobre os diversos assuntos a pessoas com mais conhecimento e discutir muito mais à vontade. Este blog não é propriamente de discussão, ou é? É mais um espaço onde são colocados artigos.
    Continuem com o bom trabalho ^^

    ResponderEliminar
  3. Segundo o Público, "Intervenções especiais a despertar expectativa são as do filósofo e sociólogo alemão Jurgen Habermas, que vai falar sobre o “cosmopolitismo”, e a do especialista em semiótica e famoso romancista italiano Umberto Eco, com uma palestra sobre o filósofo e médico sefardita medieval Maimónides de Córdoba".

    Parece-me natural que um congresso em que pontificam Habermas e Eco não interesse muito a quem se interessa por filosofia.

    ResponderEliminar
  4. É difícil escolher o melhor devido à variedade e à quantidade. O pior foi o abrandamento da atividade verificado nos últimos tempos.

    Obrigado!

    ResponderEliminar
  5. Carlos Pires, obrigado por mostrar, com o seu douto comentário (o 1º), a pertinência do meu reparo quanto ao sectarismo de algumas intervenções que encontram acolhimento neste espaço...

    O que também diz bastante sobre o significado da "variedade" que refere no 2º...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

Isto colide com a ideia de que não só a filosofia, mas também as ciências como a física o…