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Naturalismo



Eis outra boa nova editorial: Naturalismo, de Jack Ritchie. É a tradução, feita por Fábio Creder, e publicada pela Vozes, de Understandig Naturalism, Acumen, 2008. Embora não faça um levantamento completo do naturalismo filosófico,  Ritchie apresenta algumas posições naturalistas centrais em epistemologia, metafísica e filosofia da linguagem (deixando de fora a ética, infelizmente) -- a epistemologia naturalizada de Quine, o fiabilismo, o fisicismo, o deflacionismo quanto a verdade, a atitude ontológica naturalista, etc. Acessível e de leitura fácil, Naturalismo é uma boa introdução ao tema. Pode-se encontrar aqui uma resenha publicada na Notre Dame Philosophical Reviews

Sumário
Introdução
1- A filosofia primeira
2- Quine e a epistemologia naturalizada
3- O confiabilismo
4- A filosofia da ciência naturalizada
5- Naturalizando a metafísica
6- Naturalismo sem fisicalismo?
7- Significado e verdade
Conclusão 

Comentários

  1. Acabo de achar um erro bizarro de tradução nesse livro. No capítulo sobre o fiabilismo, numa discussão sobre o novo problema da indução, o autor usa o termo "ring" para qualificar uma inferência. Uma inferência "ring", não é uma inferência "anel", como pensa a tradutor. É, como o próprio autor explicita, uma inferência que foi examinada e se mostrou correta ou não foi examinada e é errada. "Ring" é uma junção de "right" e "wrong", assim como "grue" de "green" e "blue". "Ring" é um predicado bizarro tanto quanto "grue"; e é sobre tal propriedade que a passagem trata, não de inferências anel (que talvez sejam inferências para se usar nos dedos!).

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