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Janelas no Jornal de Letras

Janelas para a Filosofia

Ler a Nature gratuitamente

Uma das mais reputadas e antigas revistas científicas do mundo (que teve a sua primeira edição em 1869), permite agora que os seus subscritores visualizem on-line todos os seus artigos. Ver aqui.

Muitas das maiores descobertas da história moderna foram publicadas originalmente na Nature, e alguns desses marcos foram, por exemplo, a descoberta da estrutura em dupla hélice do ADN, do buraco na camada de ozono, a primeira clonagem de um mamífero, a sequência inicial do genoma humano, entre outras.

Janelas para a Filosofia

Já somos 3000 no Facebook

Talvez se achasse improvável chegar a estes números numa página exclusivamente dedicada à Filosofia numa rede social que normalmente privilegia outro tipo de conteúdos de menor complexidade. Mas então dir-se-ia que ainda é mais estranho o facto de os artigos mais complexos serem os que normalmente atingem maior projecção.

Entendendo-se que essa complexidade encerra a qualidade que os nossos leitores vêm reconhecendo nos conteúdos apresentados, certamente se justifica o agradecimento a todos aqueles que ao longo do tempo produziram, recolheram e traduziram os conteúdos presentes no arquivo da CRÍTICA e em vários livros publicados em Portugal e no Brasil.

Neste momento estes são alguns dos números relativos à proveniência/localização dos nossos leitores:


E estes são os números relativos ao género/idade quanto ao alcance e interacções com a página:

Somos Livres? (Daniel Dennett)

"Durante vários milénios, as pessoas têm-se preocupado com terem ou não livre-arbítrio. O que as preocupa exactamente? Nenhuma resposta é suficiente. Durante séculos, o assunto condutor era sobre a suposta omnisciência de Deus. Se Deus sabia o que íamos fazer, antes que o fizéssemos, em que sentido seriamos livres para fazer o contrário? Não estávamos apenas agindo segundo o nosso papel num Guião Divino? Seriam algumas das nossas ditas decisões, decisões reais? Mesmo antes da crença num Deus omnisciente começar a desaparecer, a ciência assumiu o papel ameaçador. Demócrito, o filósofo grego e proto-cientista, postulou que o mundo, incluindo nós, era feito de pequenas entidades —átomos — e imaginou que a menos que os átomos, por vezes, imprevisivelmente e sem motivo, interrompessem as suas trajectórias com uma guinada aleatória, estaríamos presos a cadeias causais que chegavam até à eternidade, roubando-nos do nosso poder para iniciar acções por nós próprios. […] Será o nosso liv…

Lógica Grátis

Imagem retirada daqui
Começou há poucos dias um curso de Introdução à Lógica (da Universidade de Stanford) que está disponível onlineaqui para consulta e participação gratuita.

O curso é ministrado por Michael Genesereth, está legendado em português e apenas requer conhecimentos básicos de Matemática.

Filosofia Viral

Imagem retirada daqui
Aparentemente há um enorme interesse em conhecer o ranking internacional das melhores universidades no ensino da filosofia. Tanto que este artigo do Aires Almeida publicado no blogue 50 Lições de Filosofia, ao ser partilhado na Página do Facebook da Crítica, teve um alcance cerca de 7 vezes superior à média das outras publicações (registando, até ao momento, 18 partilhas). Fica aqui então este registo, até para que essa informação possa chegar a mais gente.

Breve Introdução ao Pensamento de Peter Singer

Imagem retirada daqui
O próprio Peter Singer acaba de anunciar este texto introdutório ao seu pensamento, cujo autor é José Roberto Goldim. É um pequeno livro digital escrito em português e acessível gratuitamente aqui.

Caça ao cientismo

Nesta palestra Beatriz Bohrer do Amaral refere-se à importância de debelar o mito do cientificamente comprovado. Para tal oferece uma série de exemplos que teriam sido evitados com o uso adequado do método científico, o escrutínio mais rigoroso dos pares, a alteração das regras de publicação científica, etc. Tudo isso para contrariar dogmas científicos e acautelar o erro.

Cálculo ético

​Imagem retirada deste vídeo

Filósofos como Peter Singer fazem-nos pensar sobre a importância da vida e do sofrimento dos seres humanos e dos animais não-humanos e sobre o que podemos fazer para salvar vidas ou ajudar a acabar com esse sofrimento.
Normalmente consideramos o sofrimento humano mais importante que o sofrimento dos animais não-humanos.
Mas se tentássemos calcular essa diferença, imaginemos que chegávamos à seguinte conclusão: a vida e o sofrimento humano são mil vezes mais importantes do que a vida e o sofrimento de animais não-humanos.
Quanto a esta relação, 1 para 1000, para não ficarmos entre aquele que diria “quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais” e aquele que diria “não me comparem a ostras, nem que seja a um milhão”, podemos pensar que o 1 pode ser uma pessoa qualquer (um genocida ou um altruísta eficaz) e os 1000 também podem ser quaisquer animais (inclusive as ostras ou todos os animais de estimação que já tivemos ou conhecemos).
Então, caso pensáss…

Deus existe?

Michael Tooley defende que Deus não existe, no livro Conhecimento de Deus, do qual é co-autor, com Alvin Plantinga. Um excerto de um dos capítulos de Tooley está agora disponível na Crítica. Boa leitura!

Pensar Outra Vez

O meu livro Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade, está só hoje com desconto de 70% na Amazon, e apenas na versão Kindle. E está em 5.º lugar no top de vendas. Obrigado a todos os leitores!


Directamente agradecido

Acabo de receber a boa nova de que o meu Filosofia em Directo atingiu as 22 mil unidades vendidas, um bonito número redondo. A todos os leitores, o meu muito obrigado -- espero merecer a confiança, e que o livro estimule o pensamento autónomo.

Em Portugal, o livro pode ser comprado em praticamente qualquer livraria, incluindo a FNAC, e também em alguns supermercados; online, pode ser comprado na Wook ou em qualquer outra livraria.

A versão brasileira, Filosofia ao Vivo, já pode finalmente ser comprada na Livraria Cultura; e está disponível em versão Kindle.

Boa leitura!

Superinteligência

Imagem retirada da Amazon


Apresentado como material original de novas investigações e como sendo escrito por um dos líderes neste domínio, “Superinteligência” é o livro mais recente de Nick Bostrom e reflecte sobre questões como: “será possível construir uma semente da Inteligência Artificial ou de qualquer outra forma engendrar condições iniciais a fim de provocar uma explosão da inteligência que sobreviva? Como poderemos alcançar uma detonação controlada?”
Este livro aborda assim o passado, o presente e o futuro da Inteligência Artificial, cuja pesquisa Bostrom acredita poder levar a uma superinteligência em fuga, que pode ameaçar a existência da civilização humana – e ele sublinha as precauções que podemos ter.

A chimpanzé Julie e o especismo

Imagem da Wikimedia Commons

Quando um animal apresenta um comportamento que aparentemente não tem qualquer valor adaptativo, isso coloca-nos perante o tipo de comportamentos que associamos à complexidade de ser uma pessoa. Ora se este tipo de comportamentos surge nos animais não humanos isso pode fazer vacilar convicções especistas.

Então o que dizer da capacidade dos chimpanzés lançarem uma moda?

Agora, em vez de pensarmos “como é ser um morcego”, poderemos pensar como é ser a Julie, a chimpanzé criadora de brincos.

Mais Murcho!

Mais um sítio de Filosofia na Internet a que valerá a pena estar atento: é o novo blogue de Desidério Murcho.

Pensar bem, argumentar bem

Vieses cognitivos e juízos falaciosos parecem andar de mãos dadas. Se assim for, não será melhor compreender a nossa natureza para, evitando os primeiros, evitar também os segundos?

Aqui fica uma lista de 58 vieses cognitivos e os estudos que os identificam e analisam.

100 Argumentos

Eis uma ótima novidade: a Cultrix lançou Os 100 Argumentos mais Importantes da Filosofia Ocidental, tradução de Just the Arguments: 100 of the Most Important Arguments in Western Philosophy, de Michael Bruce e Steven Barbone. São 100 artigos curtos, escritos por diversos filósofos contemporâneos, cada um apresentando um influente argumento filosófico. Acresce-se aos artigos dois apêndices: um sobre o jargão da lógica básica e outro sobre algumas regras inferenciais básicas. O volume está divido em seis partes: 1) Filosofia da Religião, 2) Metafísica, 3) Epistemologia, 4) Ética, 5) Filosofia da Mente, e 6) Ciência e Linguagem. Cada texto segue basicamente a seguinte estrutura: começa pela indicação das fontes primárias onde o argumento aparece, apresenta o problema filosófico em questão e a estrutura geral do argumento e, por fim, apresenta o argumento formalizado premissa a premissa. A tradução, de Ana Lúcia da Rocha Franco, parece-me adequada.  Certamente é uma tarefa difícil selecio…

Como fazer escolhas difíceis

Poderá esta palestra mudar a sua vida? Tem alguma escolha difícil que não consegue resolver? Deve continuar a viver na cidade ou mudar-se para o campo? Deve ser artista ou banqueiro? Deve casar-se com a Maria ou com o Manel?

A filósofa Ruth Chang diz que estas escolhas normalmente nos trazem uma enorme angústia porque pensamos nelas do modo errado. Assim, propõem-nos um novo enquadramento que, com a resposta a essas escolhas difíceis, nos definirá como pessoas (e que a própria sintetiza nestes dois cartoons).

Conferência de Robert C. Bishop

O professor Robert C. Bishop dará uma conferência em Lisboa no próximo dia 20 às 15h, a convite do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, intitulada "Free Will and the Causal Closure of Physics".
Para mais informação ver aqui.

Mais um Clássico em Português

Depois da publicação do excelente Representar e Intervir, de Ian Hacking, a EDUERJ lança um clássico da filosofia da ciência,A teoria física: seu objeto e sua estrutura, do físico, historiador e filósofo da ciência, Pierre Duhem (1861-1916). É nesta obra, de 1906, que Duhem apresenta a tese da subdeterminação (que mais tarde foi popularizada e fortalecida por Quine): para qualquer teoria que dê conta das nossas experiências (ou dos fenômenos), sempre haverá outra teoria (possivelmente incompatível) que igualmente dá conta das mesmas experiências. Essa tese provém da ideia de que as previsões feitas por uma teoria são consequências da conjunção dos enunciados dessa mesma teoria mais um conjunto de hipóteses auxiliares. Assim, se a previsão for verdadeira, não podemos saber exatamente qual parte da conjunção é confirmada; do mesmo modo, se for falsa, não podemos saber exatamente quais enunciados são falsos. A subdeterminação surge justamente porque é sempre possível alterar alguns enunc…

O último livro de Peter Singer

Depois da recente tradução para português da obra principal de Henry Sidgwick ("Os Métodos da Ética", por Pedro Galvão), Peter Singer apresenta-nos esta nova contribuição para o entendimento da filosofia moral. Este livro pretende mostrar que o utilitarismo deste filósofo do século XIX se mantém apelativo e vigoroso mesmo nos nossos dias, destacando-se alguns pontos: 

O que é que a ideia de tomar em consideração “o ponto de vista do universo” nos pode dizer sobre a ética? Henry Sidgwick usou esta metáfora para apresentar aquilo que acreditava ser uma verdade moral auto-evidente: o bem de um indivíduo não tem mais importância do que o bem de qualquer outro. Defendeu que os julgamentos éticos são verdades objectivas que podemos conhecer pela razão. Os axiomas éticos que ele considerou serem auto-evidentes fornecem uma base para o utilitarismo. Ele complementa esta justificação com um argumento que nada, excepto os estados de consciência, tem valor definitivo, o que o levou a a…

Melhor conselho de escrita

“Deve-se escrever de modo que,se secometer um erro,qualquer pessoa que conheçao assunto,será capazde identificá-lo imediatamente."

Dagfinn Føllesdal
(Via Desidério Murcho – retirado daqui.)

Palestra sobre Filosofia da Religião

“Com o professor Aires de Almeida, licenciado e mestre em Filosofia. Professor do Ensino Secundário na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. Autor de vários livros de Filosofia e coautor dos manuais de Filosofia adotados na nossa escola:50 Lições de Filosofia eA arte de pensar. É também organizador do DEF(Dicionário Escolar de Filosofia). É membro doCentro de Filosofia da Universidade de Lisboae do painel editorial da revistaCrítica. Dirige a coleçãoFilosofia Aberta(Gradiva) e foi diretor doCentro para o Ensino da Filosofia, daSociedade Portuguesa de Filosofia. É formador de filosofia de professores do ensino secundário. 

Dia 6 de Março, às 11.35, no Auditório da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa.”

Parabéns José!

José Gusmão Rodrigues, jovem estudante de Filosofia e colaborador da Crítica, acaba de ser distinguido pelo Royal Institute of Philosophy, com o prémio de Ensaio Filosófico 2013.
Este prémio foi obtido com o trabalho intitulado "There Are No Good Objections to Substance Dualism", que será agora publicado na prestigiada revista internacional “Philosophy”.  

Quem são os pensadores mais influentes da actualidade?

Quem são os líderes que moldam o discurso de hoje sobre o futuro da sociedade e da economia? Quem são os líderes cujas ideias estão a definir e a mudar as nossas vidas?
Este é o ponto de partida do Instituto Gottlieb Duttweiler para apurar a influência dos pensadores mais importantes do mundo. Apresentam também o método de selecção dos candidatos, os indicadores da sua influência e como apuraram os mais influentes (ver aqui). 
(imagem retirada daqui

Estes são os dez primeiros nessa lista dos 100 pensadores mais influentes da actualidade: 1.Al Gore 2.Jürgen Habermas 3.Peter Singer 4.Slavoj Žižek 5.Daniel Dennett 6.Elon Musk 7.Lawrence Lessig 8.Jared Diamond 9.Suzanna Arundhati Roy 10.Nicholas Stern
 (Os restantes podem ver-se aqui)
Com este tipo de influências, o que se poderá esperar do futuro?

Chegamos aos 2000 no Facebook

Podemos questionar se as redes sociais serão o melhor meio para divulgar a filosofia mas, enquanto o fazemos, não há dúvida que os números vão adquirindo uma expressão incontornável.

Ao assinalar mais este marco, deixo aqui um agradecimento a todos, especialmente àqueles que ao longo dos tempos têm vindo a colaborar no sentido de tornar a Crítica (revista, blogue e facebook) num espaço muito especial de reflexão filosófica.

Peter Singer mudou de ideias

(imagem retirada daqui)
Nesta entrevista Peter Singer explica como a investigação para o seu próximo livro fez com que mudasse as ideias que há muito tinha estabelecido. Reconhecido como um defensor do utilitarismo das preferências, Peter Singer revê-se agora na posição do autor de referência deste novo livro, Henry Sidgwick (1838 – 1900), adoptando uma posição hedonista.

A entrevista percorre depois uma enorme gama de assuntos: o objectivismo em ética, o altruísmo eficaz, os direitos dos animais, a polémica na Alemanha (anos 80/90), etc. terminando com a sugestão do livro de Steven Pinker, "The Better Angels of Our Nature: Why Violence Has Declined".