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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2014

Conferência de Robert C. Bishop

O professor Robert C. Bishop dará uma conferência em Lisboa no próximo dia 20 às 15h, a convite do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, intitulada "Free Will and the Causal Closure of Physics".
Para mais informação ver aqui.

Mais um Clássico em Português

Depois da publicação do excelente Representar e Intervir, de Ian Hacking, a EDUERJ lança um clássico da filosofia da ciência,A teoria física: seu objeto e sua estrutura, do físico, historiador e filósofo da ciência, Pierre Duhem (1861-1916). É nesta obra, de 1906, que Duhem apresenta a tese da subdeterminação (que mais tarde foi popularizada e fortalecida por Quine): para qualquer teoria que dê conta das nossas experiências (ou dos fenômenos), sempre haverá outra teoria (possivelmente incompatível) que igualmente dá conta das mesmas experiências. Essa tese provém da ideia de que as previsões feitas por uma teoria são consequências da conjunção dos enunciados dessa mesma teoria mais um conjunto de hipóteses auxiliares. Assim, se a previsão for verdadeira, não podemos saber exatamente qual parte da conjunção é confirmada; do mesmo modo, se for falsa, não podemos saber exatamente quais enunciados são falsos. A subdeterminação surge justamente porque é sempre possível alterar alguns enunc…

O último livro de Peter Singer

Depois da recente tradução para português da obra principal de Henry Sidgwick ("Os Métodos da Ética", por Pedro Galvão), Peter Singer apresenta-nos esta nova contribuição para o entendimento da filosofia moral. Este livro pretende mostrar que o utilitarismo deste filósofo do século XIX se mantém apelativo e vigoroso mesmo nos nossos dias, destacando-se alguns pontos: 

O que é que a ideia de tomar em consideração “o ponto de vista do universo” nos pode dizer sobre a ética? Henry Sidgwick usou esta metáfora para apresentar aquilo que acreditava ser uma verdade moral auto-evidente: o bem de um indivíduo não tem mais importância do que o bem de qualquer outro. Defendeu que os julgamentos éticos são verdades objectivas que podemos conhecer pela razão. Os axiomas éticos que ele considerou serem auto-evidentes fornecem uma base para o utilitarismo. Ele complementa esta justificação com um argumento que nada, excepto os estados de consciência, tem valor definitivo, o que o levou a a…