29 de junho de 2014

A chimpanzé Julie e o especismo



Quando um animal apresenta um comportamento que aparentemente não tem qualquer valor adaptativo, isso coloca-nos perante o tipo de comportamentos que associamos à complexidade de ser uma pessoa. Ora se este tipo de comportamentos surge nos animais não humanos isso pode fazer vacilar convicções especistas.

Então o que dizer da capacidade dos chimpanzés lançarem uma moda?

Agora, em vez de pensarmos “como é ser um morcego”, poderemos pensar como é ser a Julie, a chimpanzé criadora de brincos.

23 de junho de 2014

20 de junho de 2014

Pensar bem, argumentar bem






Vieses cognitivos e juízos falaciosos parecem andar de mãos dadas. Se assim for, não será melhor compreender a nossa natureza para, evitando os primeiros, evitar também os segundos?

Aqui fica uma lista de 58 vieses cognitivos e os estudos que os identificam e analisam.

19 de junho de 2014

100 Argumentos

















Eis uma ótima novidade: a Cultrix lançou Os 100 Argumentos mais Importantes da Filosofia Ocidental, tradução de Just the Arguments: 100 of the Most Important Arguments in Western Philosophy, de Michael Bruce e Steven Barbone. São 100 artigos curtos, escritos por diversos filósofos contemporâneos, cada um apresentando um influente argumento filosófico. Acresce-se aos artigos dois apêndices: um sobre o jargão da lógica básica e outro sobre algumas regras inferenciais básicas. O volume está divido em seis partes: 1) Filosofia da Religião, 2) Metafísica, 3) Epistemologia, 4) Ética, 5) Filosofia da Mente, e 6) Ciência e Linguagem. Cada texto segue basicamente a seguinte estrutura: começa pela indicação das fontes primárias onde o argumento aparece, apresenta o problema filosófico em questão e a estrutura geral do argumento e, por fim, apresenta o argumento formalizado premissa a premissa. A tradução, de Ana Lúcia da Rocha Franco, parece-me adequada. 
Certamente é uma tarefa difícil selecionar os 100 argumentos mais importantes. A escolha dos editores, contudo, foi bastante razoável. Só para citar algumas: o argumento ontológico a favor da existência de Deus, o problema do mal, o argumento de Lewis a favor dos mundos possíveis, o argumento da consequência contra o compatibilismo, a hipótese do cérebro numa cuba, os contraexemplos de Gettier, o problema da indução, o argumento de Quine contra a distinção analítico-sintético, o argumento da questão em aberto, o argumento do violinista, de Judith Thomson; o argumento dos zumbis, de David Chalmers; o argumento do milagre a favor do realismo científico, o argumento da linguagem privada, dentre muitos outros. A maior falta, talvez, tenha sido a não inclusão de dois argumentos importantíssimos à história da filosofia recente: a resolução dos puzzles no "On Denoting" de Bretrand Russell e o argumento a favor do necessário a posteriori, de Kripke. 
O volume é útil a muitas pessoas: a quem está começando a estudar filosofia; aos professores; e mesmo para os estudantes mais avançados. Vale a pena conferir. O índice e a introdução podem ser lidos aqui

18 de junho de 2014

Como fazer escolhas difíceis


 
Poderá esta palestra mudar a sua vida? Tem alguma escolha difícil que não consegue resolver? Deve continuar a viver na cidade ou mudar-se para o campo? Deve ser artista ou banqueiro? Deve casar-se com a Maria ou com o Manel?

A filósofa Ruth Chang diz que estas escolhas normalmente nos trazem uma enorme angústia porque pensamos nelas do modo errado. Assim, propõem-nos um novo enquadramento que, com a resposta a essas escolhas difíceis, nos definirá como pessoas (e que a própria sintetiza nestes dois cartoons).