12 de junho de 2009 Blog

Weston no Brasil

Desidério Murcho
A Arte de Argumentar foi o título dado em Portugal à minha tradução de A Rulebook for Arguments, de Anthony Weston. É um livrinho muitíssimo útil para estudantes de filosofia ou de qualquer outra área que envolva a redacção de ensaios argumentativos, ao invés de meramente expositivos.

A boa notícia é que este livro foi agora traduzido no Brasil por Alexandre Rosas Feitosa, com o título A Construção do Argumento e publicado pela WMF Martins Fontes. (Em espanhol o título dado é talvez o melhor de todos: As Chaves da Argumentação). A má notícia é que a julgar pela sinopse do livro, que usa a incompreensível expressão "livro-texto" para traduzir o banal textbook, que quer apenas dizer manual ou livro didáctico, não há bons augúrios de que esta seja uma tradução sensata. Mas sempre é melhor que nada, e eu aconselho-o vivamente a todos os estudantes. O preço é também convidativo.

PS: Muito obrigado ao leitor José Oliveira por ter detectado algumas gralhas.

7 comentários :

Cristiano disse...

Aparentemente, aqui no Brasil, o vocábulo "livro-texto" é corrente. Meus professores (primeiro e segundo grau) falavam "livro-texto" cotidianamente.

Não que isso o torne um _bom_ vocábulo ou uma _boa_ tradução, mas se for um vício de linguagem, é um vício relativamente generalizado.

Desidério Murcho disse...

Obrigado pelo reparo.

Sim, está até registado no Houaiss, que em qualquer caso regista qualquer tolice que muita gente repita sem fim. Parece-me uma tolice porque é um vocábulo colado sem pensar do inglês, quando tínhamos já outros vocábulos adequados para isso.

Espero, que à parte isto, a tradução seja boa, e saúdo a sua edição no Brasil.

Anónimo disse...

A propósito, Desidério, li a sua tradução do referido livro e está muito boa. Por que não há um convênio com editoras brasileiras para que as tradução daqui de Portugal possam ser publicadas também no Brasil, com as adaptações (mínimas) do português de Portugal para o português do Brasil?

Digo isso porque tenho lido as tradução daqui de Portugal e tenho percebido que, algumas, são bem superiores às traduções brasileiras. O custo para fazer as adaptações seriam mínimas.

George

Desidério Murcho disse...

Quando os editores compram os direitos de uma obra podem optar entre comprar só para Portugal (ou só para o Brasil) ou para os dois países (ou para qualquer país. Evidentemente, terão de pagar mais se comprarem os direitos para mais de um país. Mas o obstáculo não é esse, mas antes a noção errada que os editores têm, tanto em Portugal como no Brasil, de que os seus leitores são estúpidos e não querem ou não gostam ou não podem ler a boa prosa do outro país. Isto é pura e simplesmente falso. Os leitores de ambos os países não se importam de ler o português do outro país, desde que seja cuidado.

Anónimo disse...

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José Oliveira disse...

O novo link do livro: http://www.livrariacultura.com.br/p/a-construcao-do-argumento-281761

José Oliveira disse...

O novo link do livro: http://www.livrariacultura.com.br/p/a-construcao-do-argumento-2817616

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