30 de janeiro de 2010 Blog

A importância dos sons da natureza

Desidério Murcho
Pensava que eu era o único palerma que procura como oxigénio o silêncio e, sobretudo, os sons bonitos da natureza. Afinal, não. Há outros como eu, e que até fazem disso profissão. É o caso de Gordon Hempton.

9 comentários :

Barbara disse...

Desidério, realmente o som da natureza é precioso. Nada como um final de tarde, e a companhia dos passarinhos das árvores com os seus adoráveis barulhos, e os cri-cris ao fundo. Só ficaria melhor se puder apreciar esses sons deitado numa rede com uma xícara de chá.Diria até que refresca a "alma"...

Desidério Murcho disse...

O leitor Tiago Mesquita Carvalho deu-me entretanto a conhecer o que se faz em Portugal quanto aos sons tradicionais. Oiça-se aqui:

http://www.aldeias-sonoras.org/

Devo dizer que o que me apoquenta é a tendência humana para o feio sonoro, bastante mais marcante ainda do que o feio visual. Nas cidades vive-se rodeado de sons feios e de construções feias, apartado da natureza e em desarmonia com ela. Mergulhar numa aldeia ou cidade pequena ou numa zona selvagem é um deleite não apenas visual mas também auditivo. E sem esse contacto profundo com a natureza a vida boa é quase uma miragem.

Rolando Almeida disse...

Bem,
Também me agradam os sons naturais, mas provavelmente por ter nascido e crescido no meio do cheiro a erva e bosta de boi, não dispenso uma boa dose de ruído industrial. E também há imensos músicos e artistas que trabalham a partir do ruído. O caso mais desafiante talvez seja o do japonês Merzbow.

Márcia Adriana disse...

Feliz/te eu tenho a oportunidade de trabalhar alguns dias por mês num lugar mto afastado da cidade, rústico, com lago, cheiro de mato, e sons q parecem conversar conosco sem pronunciar palavra alguma.
Assim , procuro aproveitar. E na falta disso tudo ao vivo tem tb cds com sons da natureza q são mto bons.

Sara Raposo disse...

Desidério:
Achei muito interessante a informação que dás neste post, mas ocorreu-me ao lê-la a seguinte questão:
Não seria também igualmente interessante, atendendo ao número de leitores deste blog, reflectir sobre as catástrofes da natureza, nomeadamente a ocorrida no Haiti?
Dado que se pode pensar filosoficamente acerca de assuntos relevantes da actualidade (como tu fazes com frequência), não fará sentido – até por um imperativo ético – considerar este assunto?
Como leitora habitual deste blog, surpreende-me não ter lido aqui nenhuma reflexão a este respeito.
Cumprimentos.

Desidério Murcho disse...

Obrigdo pela sugestão. Caso queiras enviar qualquer artigo sobre o tema, será muito bem-vindo.

Filipe Calvario (BR) disse...

Este terremoto no Haiti me fez lembrar do Terremoto de Lisboa, em 1755; as consequencias imediatas foram muito semelhantes. A catástrofe causou muita repercussão. Se não me engano, não só impulsionou o desenvolvimento da sismologia, como muitas discussões filosóficas sugiram; inclusive sobre a responsabilidade das divindades nas catástrofes. Inclusive, me parece que o Marquês de Pombal tenha agido de uma forma exemplar após o terremoto - uma lição de administração e gerenciamento que não tenho certeza se foi tomada como base pela força de reestruturação, lá no Haiti.

Sara Raposo disse...

Desidério:
As minhas condições actuais de trabalho, como professora do ensino secundário, não me permitem ter o tempo e a disponibilidade necessária para escrever artigos (sobre esse ou outros temas) com a qualidade desejável. Lamento que assim seja.
Agradeço a tua proposta.
Cumprimentos.

Fernanda B. G. disse...

Para quem gosta de sons mais urbanos sugiro o cd Sonorus Urbis de Paulo Motta. Há sons radiofônicos, de tráfego urbano, de igreja, e até naturais. Fica a dica.

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