15 de dezembro de 2012 Blog

A arte do engodo

Luiz Helvécio

Muitas pessoas, principalmente alunos do primeiro período, ficam impressionadas com certos textos pomposos e que parecem, em poucas linhas, dizer tudo aquilo que elas seriam incapazes de pensar numa vida inteira. Felizmente essa profundidade é nada mais do que engodo, e na maior parte das vezes pode ser facilmente detectada. Stephen Law apresenta aqui algumas fórmulas mágicas que dão a tais discursos certo ar de profundidade, em tradução de Aluízio Couto e revisão de Eduardo Cruz.

5 comentários :

fabio rodrigues disse...

as melhores palavras são ditas em polcas letras, amor vida e Deus e algo mas. gostei de seu blog muito cultura.

Iago Bozza Francisco disse...

Um errinho na segunda página (marquei entre colchetes):

"Nada do que eu disse [[[é equivale]]] a dizer que tais afirmações aparentemente contraditórias não podem ter algo de genuinamente profundo".

Luiz Helvécio disse...

opa! value Iago. Vou pedir ao Aluízio que concerte.

Skrithu disse...

Texto muito interessante.
Gostei especialmente da pincelada que o autor deu no final:

"a pseudoprofundidade consiste em uma refinada mistura de banalidades, nonsense e/ou o obviamente falso servidos como um imponente soufflé linguístico. Espete-o com um garfo, deixe o ar quente sair e você perceberá que pouco sobra. Certamente nada que valha a pena comer."

Pergunto-me quantas pessoas que tenham lido isto tenham achado esta analogia particularmente profunda :P

Sousa Melo disse...

Acredita. Comecei a ler Baudrillard, não consegui entender nada, pensava: como sou limitado! kkkkkkkk
não chegou-me a ser um texto para o 'despertar'; mas mas me forneceu momento de muitas e boas gargalhadas. (ri muito de mim mesmo)

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